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Arco do Vasco.jpeg

O Arco, com a Baía das Gatas ao fundo

 

 

Em 1998 tive a ideia de mandar construir um arco na Praia do Norte, na ilha de S. Vicente. Norte que, de facto, fica a Este. Deveu-se essa construção a imperativos filosóficos e poéticos. Na altura escrevia e compunha o álbum Apeiron (conceito do pré-socrático Anaximandro e que significa ‘o indefinido’). Este álbum, gravado ao vivo no CCM pelo Raphael Chroas da Suíça, saiu em 1999.

 

Queria simbolizar com este Arco um ponto no universo que é ao mesmo tempo introspecção e extrospecção, um pouco como os taoris usados no Japão e que significam mais ou menos a mesma coisa. São, no fundo, entidades feitas pelos homens, mas inseridas na Natureza e que promovem a meditação ou algo ‘indefinido’ no espírito do observador ou contemplativo.

 

A assinatura arquitectural foi do arquitecto Anildo Silva, mas a forma ‘etrusca’ posterior foi do chefe-pedreiro Armando do Norte.

 

A construção durou uma semana e trabalharam dois homens e duas mulheres sob as ordens do Armando.

 

Arco do Vasco.jpeg

 Vasco Martins e Tchalê Figueira junto ao Arco

 

Foi inaugurado no dia 21 de Junho de 1998, dia do Solstício de Verão.

 

Está aproximadamente a 23,33 (segundo medição GPS do François Guy da Boa-Vista) acima do nível do mar e virado na direcção do Sol Nascente, talvez 14, 5º Nordeste.

 

Vasco Martins

 

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1 comentário

De Anónimo a 20.11.2016 às 07:32

Adorei conhecer a história do Arco. Já aí estive, adoraria voltar e então, não dispensaria um bom tempo de meditação. Gosto bastante destes temas. Carpe.

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Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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