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'Despedida', de Eugénio Tavares

Brito-Semedo, 3 Out 12

 

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DESPEDIDA

 

Hora di bai, 

Hora di dor,
Ja’n q’ré
Pa el ca manchê!
De cada bêz
Que ‘n ta lembrâ
Ma’n q’ré
Ficâ ‘n morrê!


Hora di bai,
Hora di dor!


Amor,
Dixa’n chorâ!
Corpo catibo,
Bá bo que é escrabo!
Ó alma bibo,
Quem que al lebabo?
Se bem é doce,
Bai é maguado;
Mas, se ca bado,
Ca ta birado!

Se no morrê
Na despedida,
Nhor Des na volta
Ta dano bida.

 

Dicham chorâ 

Destino de home:
Es dor
Que ca tem nome:
Dor de crecheu,
Dor de sodade
De alguem
Que ‘n q’ré, que q’rem...
Dicham chorâ
Destino de home,
Oh Dor
Que ca tem nome!
Sofrí na vista
Se tem certeza,
Morrê na ausencia,
Na bo tristeza!

 

- Eugénio Tavares, Brava, 18.Outubro.1867-01.Junho.1930

 

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Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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  • Ariel

    Muito bom o livro! 

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    Muito obrigada por nos presentear com estas inform...

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    Olá, realmente esse ritmo é contagiante, fico me i...

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