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'Assalto ao Santa Maria'

Brito-Semedo, 23 Set 10

Zon Lusomundo, Estreia a 23/09/2010

 

Francisco Manso evoca neste filme (Aqui), o episódio que colocou o salazarismo na imprensa internacional. Foi há 49 anos. Portugal vivia a opressão imposta por um regime que o isolava do mundo. Em Janeiro de 1961, o “Santa Maria”, um paquete que fazia um cruzeiro de luxo entre Lisboa e Miami, transportava 588 passageiros, entre eles, muitos americanos. Ao largo da Venezuela, uma vintena de homens, liderados pelo capitão Henrique Galvão, toma o navio e desviam-no da rota.

 

O incidente, conhecido como «Operação Dulcineia», valeu-lhes o epíteto de «piratas, vândalos, desordeiros» na imprensa portuguesa. Internacionalmente, a ousadia apaixonou a opinião pública e os jornais denunciaram um país obscuro e corroído. Os revoltosos tiveram o apoio dos EU e do Brasil, que lhes deu asilo político. A ditadura havia de permanecer por mais 13 anos em Portugal, mas o “Santa Maria” ficaria para sempre associado ao primeiro movimento que fez tremer Salazar.

________


Zé é um jovem emigrante português que em 1960 passa por um período difícil na Venezuela – o trabalho é escasso e as perspectivas poucas para tantos sonhos.


O acaso coloca no seu caminho o capitão Henrique Galvão, um dos mais proeminentes opositores do regime do ditador Salazar.


Fascinado por Galvão, Zé junta-se a um grupo de exilados políticos portugueses e galegos que, sob o comando do militar português, preparam a mais sensacional acção de protesto jamais levada a cabo: o assalto e ocupação do paquete “Santa Maria”, jóia da coroa da marinha lusitana.


O assalto, que começa no dia 21 de Janeiro de 1961, no porto venezuelano de La Guaira, leva Henrique Galvão e os seus homens a navegar pelo Atlântico Sul durante onze dias inesquecíveis. Perseguidos pela esquadra americana e escrutinados pela imprensa internacional, os assaltantes do “Santa Maria” têm de lutar contra as tensões internas, as tentativas de sabotagem e o descontentamento dos passageiros, ao mesmo tempo que tentam passar ao mundo uma mensagem de liberdade e esperança contra as ditaduras da Península Ibérica.

 


Mas para Zé essa viagem vai ser muito mais do que a aventura perigosa e visionária que a história registará. Vai ser também o palco para uma extraordinária história de amor com Ilda, uma jovem passageira portuguesa cujo destino se entrelaça inexoravelmente com o seu. Uma paixão intensa pela qual vale a pena viver, tanto quanto vale a pena morrer pelo ideal da liberdade (Aqui).

 

Ficha Técnica:

Realização: Francisco Manso

Argumento: João Nunes e Vicente Alves do Ó

Produtor: José Mazeda

Ano: 2008

Género: Ficção, Drama e Romance

 

Elenco:
Pedro Cunha (Zé Ramos)

Leonor Seixas (Ilda)

Carlos Paulo (Capitão Henrique Galvão)

Alfonso Algra (Capitão José de Sotomaior)

António Cerdeira (Camilo Mortágua)

André Gomes (General Humberto Delgado)

Vítor Norte (Alfredo Enes)

Maria d’Aires (Amália Enes)

Bruno Simões (Júlio, “camarada de armas” de Zé)

João Cabral

João Maria Pinto

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2 comentários

De Ernestina Santos a 24.09.2010 às 20:28

O tema é sempre actual, pois a luta pela liberdade neste mundo nunca tem um fim. A Operação Dulcineia está vestida de um enredo romântico, que espero lhe dê mais intensidade dramática.
Gostei de ver "A ilha dos escravos", do mesmo realizador, por isso espero que este filme faça também jus ao tema.

De Brito-Semedo a 25.09.2010 às 00:56

Amiga, já que estás aí em Lisboa, aproveita e vai ver o filme e depois volta aqui para partilhar connosco. Há-de de chegar cá um dia, espero! Se não no cinema, ao menos em vídeo. A propósito, se descobrires onde está à a ser comercializado o DVD do filme "A Ilha dos Escravos", por ti aqui referido, avisa à malta! Dos poucos filmes ou documentários cabo-verdianos ou de temática cabo-verdiana, não encontramos disponível. Um abraço!

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