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Igreja Nossa Sr.ª da Luz, remodelada

 

A intervenção que a Diocese do Mindelo está a efectuar na Igreja Nossa Sr.ª da Luz já provocou um choque arquitectónico que, nas palavras da historiadora Marina Ramos, adultera o edifício que é o símbolo religioso mais marcante da história da ilha de S. Vicente. Para esta professora universitária, não restam dúvidas de que as remodelações feitas na igreja corromperam o seu traçado artístico e retiraram, por isso, valor a essa obra do século XIX. (Leia aqui o artigo publicado no jornal "A Semana" por Kim-Zé Brito).

 

A Esquina do Tempo posiciona-se subscrevendo a crítica da Historiadora de Arte e apresenta fotos das remodelações da discórdia da Igreja Nossa Sr.ª da Luz.

 

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Igreja Nossa Sr.ª da Luz, frente
 

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Igreja Nossa Sr.ª da Luz, lateral
 

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Igreja Nossa Sr.ª da Luz, traseira (bloco acrescentado)

 

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12 comentários

De Valdemar Pereira a 09.12.2012 às 13:34


Que làstima !!!

De Joaquim ALMEIDA (Morgadinho ) a 11.12.2012 às 11:42

Continuam desfigurando os motivos historicos da nossa bela ilha ... Sao Vicente ; so faltava a sua igreja , Nossa Senhora da Luz , a sua padroeira !... Creio que jà nao hà mais nada a mexer ???

Um Criol na Frânça ;
Morgadinho !..

De José Fortes Lopes a 09.12.2012 às 19:48

Excelente iniciativa Esquina do Tempo em ter denunciado este atentado. Esta obra denota um desrespeito total ao património  da cidade na lógica das demolições de má memória que ocorreram nos últimos anos. Mais um património adulterado.
É preciso tomar medidas e classificacar o Centro Histórico da cidade como ue e outros já tinham recomendado
José F Lopes

De zito azevedo a 09.12.2012 às 20:48

Em português arquitectónico isto chama-se MAMARRACHO...Deve ser caso único no Mundo de uma igreja-simbolo a que foi acoplada uma espécie de hotel de 3 estrelas de gosto duvidoso e finalidade farisaica...A Câmara e a Diocese do Mindelo cometeram um crime de vandalismo histórico-religioso...Por favor gente: se não sabem o que estão a fazer, NÃO FAÇAM NADA! Quem não faz nada, pelo menos, não se engana!

De Adriano Miranda Lima a 09.12.2012 às 23:26

Um crime de lesa património deste quilate provoca voltas ao estômago antes de uma criatura arrumar as meninges para  tentar perceber como foi possível tamanha  ignorância, insensibilidade  e  desprezo pela história e pela cultura de uma comunidade.
Afinal, a Diocese tem a total liberdade para dispor de um património a seu bel-prazer ou tem de subordinar-se às competências estritas da autarquia e às leis da república sobre a matéria? Ou será que nada disso existe, nem competências da autarquia nem leis da república sobre a protecção do património?
É claro que nada disto surpreende depois da demolição da Casa do Dr. Adriano e o desprezo a que foi votado o Fortim d'El Rei? Tudo isso a acontecer na cidade do Mindelo.
Em país civilizado que se preze, esta excrescência tinha de ir abaixo e os responsáveis tinham de responder pelo desmando.





De AMendes a 10.12.2012 às 08:42

Meus Caros

Esta discussão faria todo o sentido se tivesse sido iniciada aquando da primeira picaretada... agora, é chorar no molhado! É uma velha pecha luso-caboverdiana... depois do mal feito: - "vem  refilação"!

Todo o tipo de obra que mexa com o património histórico- arquitectónico   devia, antecipadamente, ser posta à discussao pública...  Agora é tarde... e, assim. se vai matando de morte mamarrachada a história! 
Culpa é de nhô padre culpa é de Camara, mas  culpa maior é do povo-inculto-culto-cultissimo... que devia ter obstaculizado a obra!
Que fique, pelo menos, a lição para o futuro...

Quem sabe...para obstar a construção dum Centro Comercial no Mercado Municipal... fachada tipo Colombo... ?!

 

De am a 10.12.2012 às 11:41

..." A Esquina do Tempo posiciona-se subscrevendo a critica da Historiadora de Arte.."

 Caro Professor: - Neste caso a  Esquina do Tempo prestou um mau serviço publico... Deveria ter denunciado o "crime" antes de consumado...Mindelo é uma cidade pequena, onde todo o mundo deu conta do projecto, do começo e  andamento das obras... A Pergunta que se deve colocar: - Porquê só agora a denuncia e a revolta?
Deculpe-me o desabafo...


 

De Brito-Semedo a 10.12.2012 às 12:52

Caro Amigo, Fico contente em saber que a Esquina do Tempo, que vem prestando um serviço público no âmbito da cultura, é-lhe reconhecido isso. Aceito o seu desabafo, mas o meu "refilar" só agora, quando o mal já está feito, deve-se ao facto de (1) a Esquina só se ter mudou para SonCent a partir de Outubro, como foi anunciado oportunamente, assumindo-se antes como um blogue de Soncent feito na Praia, daí não ter tido conhecimento do facto antes; (2) o assunto só ter chegado à Comunicação Social, com uma opinião abalizada, através do artigo do jornal A Semana, aqui linkado, em Novembro. De qualquer forma, as fotos agora aqui apresentadas servem, ainda que tardiamente, para alertar para uma maior vigilância da sociedade civil em controlar e prevenir situações idênticas.
Um abraço e fique encostado na nossa Esquina e participante da conversa.

De João Carlos Estêvão a 11.12.2012 às 08:36

Meus caros sehores,

A culpa da selva arquitetónica em que vivemos em S.Vicente é pura e simplesmente da Câmara de S.Vicente, nomeadamente do gabinete técnico e dos arquitetos externos, muito embora a sociedade não reivindica os seus direitos quando é preciso. Tudo não passa de ganância em vez de se preocuparem com um desenvolvimento harmonioso da cidade e da conservação da beleza existente. Também sou vítima dessa azáfama. Os poucos valores que tinhamos já se perderam dando lugar a descaramento, falta de respeito, corrupção etc.

De Maria Victoria a 11.12.2012 às 11:48

MAS ONDE É QUE ANDAVA ESSA SENHORA MARINA RAMOS? QUE EU SAIBA ELA VIVE EM SV E SÓ DEPOIS DA OBRA CONCLUIDA É QUE VEM FAZER CRITICAS??? QUER MAIS É PROTAGONISMO, REFORMOU E ANDA A PROCURA D OUTRA OCUPAÇÃO??? DEIXA-NOS EM PAZ!!!

De vasco Lopes a 11.12.2012 às 14:53

Intervir em Património histórico construido não é necessáriamente mau... há inumeros exemplos em que ao património se foi acrescentado valores em diversas épocas. O mau são os maus exemplos como este, sem respeito nem compreensão pelas pre existencias. De acordo com as criticas, principalmente pela falta de respeito e mau objeto arquitetonico acrescentado. Vasco Lopes, arquiteto

De mauro vieira a 15.05.2015 às 10:28

bom dia. certamente que chorar sobre o leite derramado não resolverá o problema. certamente que prevenir é o melhor remédio, e que isto sirva de lições futuras. a culpa é de todos nós cabo-verdianos no geral, quer por passividade, quer por ambição ou por desrespeito.É verdade que a câmara deve primar pelo respeito da arquitectura dos edifício históricos para garantir a não prevaricação da paisagem artística e histórica do centro histórico, mas também cabe a todos nós cidadãos, primar para que essas falcatruas não se repitam. é urgente que a sociedade cabo verdiana tenha um papel mais activo para com os assuntos da sua municipalidade.  temos de ser mais unidos temos todos de ser mais cabo verdianos!  

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