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Frank Cavaquim

Brito-Semedo, 4 Jan 13

 

Frank Cavaquim.jpeg

 

 

Francisco Vicente Gomes nasceu em Santo Antão a 3 de Julho de 1927.

 

Na sua infância em S. Vicente, para onde veio viver com a família, cedo começou a fazer parte de pequenos conjuntos, tendo convivido com quase todos os músicos de S. Vicente.

 

Puseram-lhe o nome de Frank Cavaquim por ser exímio tocador desse instrumento.

 

Era conhecido pelas belíssimas coladeras, pois tinha facilidades e tempo para observar o dia-a-dia mindelense, as peripécias do amor, as suas “riolas” e as suas rivalidades.

 

Nos anos 60 emigra para a Holanda tendo participado em vários conjuntos cabo-verdianos com destaque para o conjunto "Voz de Cabo Verde".

 

Era uma figura humilde e discreta, de rara sensibilidade revelada nas poucas mornas que produziu. Porém, de uma aguçada e perspicaz ironia, fazendo dele um dos mais sarcásticos letristas e compositores de coladera.

 

Viria a falecer em Mindelo a 5 de Maio de 1993 deixando imensas saudades em todos aqueles que o conheceram.

 

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18 comentários

De zito azevedo a 04.01.2013 às 17:46

Conheci bem Frank Cavaquim, antes, durante e depois da Voz de Cabo Verde...Tocador de cavaquim de rara sensibilidade, Frank era um amigo e ainda conservo duas estatuetas de palancas negras que me trouxe de Angola...Era uma pessoa contente, de riso contagiante, grande companheiro desses outros "monstros" da musica, como Morgadinho e Luis Morais...Não conheci muita gente com quem o diálogo fosse mais fácil e a amizade mais espontânea...Frank foi um óptimo musico, um bom homem e um grande amigo!

De Raquel gomes a 07.01.2013 às 11:31

OBRIGADA A TODOS PELAS BONITAS PALAVRAS QUE DESCREVERAM O MEU PAI, FOI UM EXCELENTE PAI A SUA MANEIRA, AMIGO DA SUA FAMÍLIA , AMIGO DOS NOSSOS AMIGOS ENFIM QUE DEUS LHE TENHA NUM CANTINHO BEM PROTEGIDO.
RAQUEL GOMES

De Joaquim ALMEIDA (Morgadinho ) a 07.01.2013 às 15:50

Por motivos alheios à minha vontade , eu ia deixando passar em branco esta figura cabo-verdiana , que foi o Franck Cavaquinho , com quém convivi desde os tempos da orquestra "benitòmica " de " Fefa de Carmo" , com o excelente trompetista , " Djack Estrelinha" , que muito admirei e com êle aprendi , amelhorrando o meu som de trompete ; falando de Franck Cavaquinho eu podia deixar de falar desses dois grandes mùsicos , nao esquecendo também o " Goy " , mas o Franck , para além de ter sido bom tocador de cavaquinho , foi também bom baterista e num momento oportuno , pois foi com o Franck, um dos fundadores , que a Voz de Cabo Verde nasceu , sem o qual , - elemento imprescindivel num conjunto - , este legendàrio conjunto , teria muitas deficuldades em existir.. Mais uma vez agradeço esta Esquina , pelo seu rico arquivo , que nos convida a voltar no tempo , fazendo-nos reviver com grandes figuras que fizeram algo de grande importância para o nosso pais .
Um Criol na Frânça ;
Morgadinho .

De Marcelina Herminia Rodrigues a 09.01.2013 às 11:59

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<p class="incorrect" name="incorrect" <a="">Ola Esquina do Tempo.</p> Quero por este meio deixar o meu humilde comentario sobre o Frank Cavaquinho <br />O Frank Cavaquinho era meu patrasto,e lembro-me que eu ia levar-lhe o almoço no seu posto de trabalho onde se vendia agua estando eu ali com ele veio um sr. a pedir-lhe uma morna   creio porque havia falecido um familiar dos Matos se nao estou em erro e ele compos a morna ETERNIDADE BO E TRISTE <br /> Tenho boas recordaçoes de quando chegou por primeira vez a VOZ DE CABO VERDE  e actuou no Eden Parque nos os familiares dos integrantes do grupo estavamos sentados na primeira fila disfrutando daquela boa musica<br /> Eu e a minha mae Deolinda da Graça Ferreira (Djul ou Deolinda de Frank Cavaquinho).<br /> Ele era muito meigo foi um verdadeiro pai para mim lembro-me que estava quase sempre rolando o cordao metalico do chaveiro nos dedos sempre sorrindo nuca o vi zangado.Tambem nao vai sair da minha memoria aquando eu estava no sul de portugal na casa da minha tia Tia Titina Rodrigues esperando os papeis e passagem e ja fazia dois anos para vir para argentina ,e Frank vio a visitarme com praticamente todos os integrantes da Voz de Cbo Verde e ao pouco tempo eu viajei para Argentina<br /> e ja la vao 42 anos e nunca mais o pude ver.<br /> a meu pedido e da minha familia Fizemos nossa pequena homenagem em conjunto com a Associaçao Amigos das Ilhas de Cabo Verde de Argentina a ele quando em 1997instalamos em Porto Novo uma radio de FM durante 30 dias com o nome de radio Frank Cavaquinho.<br />

De Brito-Semedo a 09.01.2013 às 12:47

A Esquina agradece os depoimentos e os comentários dos familiares e amigos do Frank Cavaquim. Um bem haja a todos!

De Valdemar Pereira a 04.01.2013 às 19:09



Como amante de tudo quanto relacionasse com a música, o folclore e, por força de circunstancia, o teatro, conhecia o Frank mas não tive contacto com ele até o momento de organizar o conjunto que havia de participar nos teatros do Castilho. E Frank apareceu com o Alfredo do Carmo, Jack Estrelinha, Goi, o Sérgio da viola...
Isso muito antes de ser um grande nas composições brejeiras de que ele foi um AS.
Depois disso nunca mais tive qualquer contacto com com ele mas sabia dos movimentos desse filho adoptivo de S.Vicente que foi executante, compositor, viajou mas nunca foi marítimo porque detestava a vida do mar.
Nunca esqueci quando alguém que lhe perguntou porque não "embarcava num barco", o que lhe porporcionaria melhor rendimento na altura. A resposta ficou célebre:
Mar ê pa pexe.

De Djack a 04.01.2013 às 19:16

Quando fui ao cemitério do Mindelo, em 1999, uma das visitas que fiz foi precisamente ao túmulo de Frank Cavaquim. Foi um dos quatro onde me detive e que fotografei, juntamente com os de No Balta, B. Leza e o jazigo da família Serradas.

De Capitania...

Nesse ano, o Flor Azul levava três músicas: uma marcha conselheiro e um samba batucada de Adriano Delgado e uma marcha de Frank Cavaquinho, autor de famosas coladeiras. Como por diversas vezes o Saturnino me levara a ver os ensaios, eu já as sabia quase todas de cor. Diga-se, em abono da verdade, que os poemas eram pouco refinados, mesmo algo extravagantes. A marcha de Delgado, por exemplo, terminava assim:

 

                    Eu não quero ser teu inimigo,

                    Tão pouco assim desiludir-te

                    Quero somente aconselhar

                    Para não ser um peguilhão.

 

Continua

De Djack a 04.01.2013 às 19:22

Continuação do comentário anterior

Quando a trauteava lá em casa – e eu fazia-o a todo o instante – a minha mãe mandava-me calar, dizendo que aquilo não tinha pés nem cabeça, que já nem me podia ouvir e que eu devia ir «peguilhar» para outra freguesia. Bem melhor, era a letra do samba do mesmo compositor:

                    

Continua

De Djack a 04.01.2013 às 19:27

Continuação dos comentários anteriores

          Não se coloca o poema, por ser muito longo e não caber aqui.


Continua

De Djack a 04.01.2013 às 19:31

Continuação dos posts anteriores

Mas o que realmente interessava eram as melodias. E dizia-se que as composições dos dois autores eram as mais vivas e alegres. Em teoria, tudo se passava em segredo, relativamente a poemas, músicas, fantasias e carros alegóricos. Contudo, o Mindelo era pequeno e as notícias corriam céleres.

Continua

De Djack a 04.01.2013 às 19:38

Por isso, com maior ou menor dose de certeza, a meio dos trabalhos algo se vinha a saber dos trunfos dos adversários. E nesse ano, toda a gente se referia aos trabalhos de Delgado e Cavaquinho, com abundância de elogios.

De Brito-Semedo a 04.01.2013 às 22:17

O dono da Esquina sente-se reconfortado com a escolha das Figuras e Desportistas Mindelenses e agradece o facto de a Câmara Municipal de S. Vicente em boa hora os ter homenageado em 5 bonitos calendários. Igualmente agradeço a quantos têm seguido esses posts e partilhado as suas memórias. Bem hajam a todos!

De M Conceição Fortes a 05.01.2013 às 01:51

Conheci o Frank Cavaquim eu ainda era uma criancinha. Frequentou muito a nossa casa quando integrava o conjunto Benitómica (Ti Fefa (Alfredo d'Carmo/meu pai ao clarinete, Frank no Cavaquim, Djack Strilinha no cornetim,Ti Goi, Knick, Lela Preciosa, Sérgio, etc. Quem não se lembra daqueles bailes? Quando os bailes terminavam, todos os instrumentos eram guardados na nossa casa no Alto Mira-Mar e ainda me lembro das serenatas que a pequenada lá de casa tentava fazer de manhã ao acordar. Eram cordas de violas, de cavaquinho e de rabecas rebentadas, eram palhetas de clarinete extraviadas, enfim era uma autêntica paródia que por vezes resultava em sovas e/ou raspanetes ao único rapaz da irmandade. Até hoje me pergunto, porque é que nenhum de nós aprendeu a tocar, a não ser campainha de portas.

Por ironia do destino, em 1998 o Frank e o meu pai partilharam a mesma enfermaria no Hospital Baptista de Sousa, com visitas diárias do Luís Morais. Sempre apreciei a solidariedade entre esses nossos artistas. Que Deus os tenha em sua guarda!

De Valdemar Pereira a 05.01.2013 às 09:26

Com a devida licença do MBS encosto-me n'A Esquina à espera de contactar o Conceição Fortes. Gostaria de ter noticias dele (de quem não me lembro) e do Orlando filho de Djack de Carmo. Sou Valdemar, filho de Nhô Herminio da Western. Trabalhei nessa Companhia inglesa e ali convivi com o Djack, o Fefa e o Orlando, além de Nhô Manel de Carmo.
Obrigado.

De M Conceição Fortes a 07.01.2013 às 02:14

 

Também com a devida licença do MBS, respondo ao Valdemar Pereira, com quem tenho o prazer de “dialogar”, pois toda a minha família conheceu bem o Sr. Hermínio do “Telégrafo”, com quem os meus pais tinham uma relação de amizade. Conheci também quase todo o pessoal que lá trabalhava, seja nos escritórios, seja nas oficinas. Integro a prole de Alfredo d’Carmo/Ti Fefa (uma das gêmeas dele) e, enquanto criança, várias vezes fui levar o café da manhã ao papá (quando calhava a minha vez, pois era muita “filharada”), ou para lá me dirigia, sempre que era necessário “sacar” alguns escudinhos para assuntos escolares do pessoal lá de casa.

O meu pai faleceu em 1992 (no meu comentário anterior enganei-me na data em que ele esteve internado no hospital juntamente com o Frank Cavaquim: 1992 e não 1998, -as minhas desculpas).

O meu primo Orlando faleceu na cidade da Praia há cerca de 20 anos e o irmão dele, o Jaime, faleceu há cerca de 3 anos em S. Vicente. Que Deus os tenha em descanso.

De João Sá a 07.01.2013 às 06:42

Estimado "Esquinense Mor",


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