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Nhô Roque

Brito-Semedo, 25 Jan 13

 

Nho Roque 1.jpg

 

António Aurélio da Silva Gonçalves nasceu em S. Vicente a 25 de Setembro de 1901.

 

Partilhou a sua infância entre S. Vicente e Santo Antão, tendo frequentado também o Seminário de S. Nicolau, onde completou os estudos preparatórios.

 

Seguiu para Lisboa em 1917 onde viria a permanecer por um período de 22 anos, frequentando várias faculdades, tendo-se formado finalmente em Ciências Historico-Filosóficas na Faculdade de Letras, iniciando aí a sua obra literária.

 

Em 1939 regressa definitivamente a Cabo Verde onde permanecerá até a altura da sua morte, vítima de atropelamento, a 30 de Setembro de 1984.

 

Em S. Vicente, Aurélio Gonçalves, foi exímio professor no Liceu e na Escola Técnica e nos últimos anos da sua vida deu preciosa colaboração à cadeira de literatura cabo-verdiana do Curso de Formação de Professores do Ensino Secundário.

 

A sua originalidade como escritor está na sua arte de narrar, graças às condições da sua formação intelectual e literária durante os seus longos anos em Lisboa, pois nas suas obras exibe traços deterministas à maneira do realismo-naturalismo novecentistas, o que o torna um dos escritores cabo-verdianos mais realizados.

 

NB - Para ler mais sobre o escritor António Aurélio Gonçalves

http://brito-semedo.blogs.sapo.cv/32688.html 

http://brito-semedo.blogs.sapo.cv/34226.html .

 

 

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4 comentários

De Adriano Miranda Lima a 25.01.2013 às 22:01

Muito admirava o professor e me despertava curiosidade o homem. Uma figura enorme da cultura cabo-verdiana.

De ZITO AZEVEDO a 26.01.2013 às 10:50

Nhô Roque era um simbolo de tranquilidade...A sua voz profunda e pausada inspirava confiança...O seu discurso claro, fluente, culto, era exaltante...Foi um professor estimado e respeitado por todos os seus alunos de quem era, mais do que mestre, amigo...Continuei a ter contactos com ele, pós Liceu, e oportunidade para, na Rádio, tecer comentários a algumas das suas histórias de vidas sem rumo...Recordo-me de ter ficado radiante quando dele recebi uma carta em que agradecia as minhas palavras e se congratulava por eu ter encontrado em determinado conto merecimentos que ele próprio não tinha descortinado...Era um justo, merecedor de um maior reconhecimento pelos seus concidadãos...

De Djack a 26.01.2013 às 12:40

Infelizmente, não tenho a mínima memória de Nhô Roque. Sei no entanto que não foi meu professor. Mas ali na estante de Cabo Verde estão:

"Terra de Promissão"", ed. Banco de Cabo Verde, 1998 (edição de luxo, numerada, de apenas 250 exemplares, sendo o meu o 165, oferta de uma amiga cabo-verdiana do Mindelo mas residente na Praia); o mesmo livro, em edição normal, que já tinha comprado quando o anterior me foi oferecido; "Noite de Vento", ed. Caminho, Lisboa, 1998; e "Ensaios e Outros Escritos", ed. do Centro Cultural Português Praia-Mindelo, também de 1998, como os anteriores (oferta da Dr.ª Ana Cordeiro).

Ou seja, nhô Roque está aqui muito bem representado,

Braça,
Djack

De Valdemar Pereira a 26.01.2013 às 14:51


O professor transmitia confiança ao aluno que o estimava e mesmo o mediocre se esforçava com (e para) o Mestre. Lembro-me de algumas aulas que começaram com "Sumàrio: - Revisão de matéria dada". A isto seguia o pedido "contem-me as vossas estôrias".
Nhô Roque também divertia. A um condisciplo muito avesso ao francês disse ele um dia: "O teu explicador de francês deve ser Nh'Antonha Tota".
Um grande Pedagogo e amigo.

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