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Adriano Duarte Silva

Brito-Semedo, 4 Abr 13

 

Adriano Duarte Silva 1.jpeg

 

 

Nasceu em S. Vicente a 12 de Fevereiro de 1898, onde veio a falecer em 29 de Julho de 1961.

 

Formou-se em Direito em Lisboa, tendo regressado de imediato a S. Vicente onde exerceu advocacia e foi Reitor e Professor do então Liceu do Infante D. Henrique, mais tarde Liceu Gil Eanes, durante várias décadas.

 

Foi o primeiro deputado cabo-verdiano à Assembleia Nacional Portuguesa na qual defendeu com enorme patriotismo e acrisolado amor a Cabo Verde os superiores interesses de então província.

 

As suas intervenções foram sempre acutilantes na defesa desses interesses culminando com a construção do Porto de S. Vicente, seus cais acostáveis. Esta foi a sua coroa de glória, pois, não fosse o Dr. Adriano Duarte Silva, provavelmente nunca tivéssemos possuído este magnífico porto que, infelizmente, veio aparecer muito tardiamente.

 

Foi sem dúvida o maior filantropo que a ilha já conheceu, visto que em toda a sua brilhante vida nunca ninguém saiu da sua casa sem obter a ajuda que ali levava pessoas de todas as classes sociais.

 

Durante muitos anos, dadas às suas notáveis qualidades como causídico e homem proeminente em Cabo Verde, exerceu as funções de representante consular da França e do Brasil e variadas outras actividades.

 

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1 comentário

De Sónia Jardim a 06.04.2013 às 18:36

A propósito do Dr. Adriano Duarte Silva e do Comandante Daniel Duarte Silva, aqui deixo dois excertos do meu livro "Família Jardim - O Segredo". Maria era a minha tia-avó e D. João Daun e Lorena, filho do 5º Marquês de Pombal, e professor liceal.
Além
do laço parentesco, Maria era grande amiga do Comandante Daniel Duarte Silva, da Marinha Mercante e Administrador da Companhia Portuguesa de Pescas e Navegação, sendo considerado um dos filhos ilustres e influentes que defendiam, em Lisboa, as causas difíceis de Cabo Verde. Maria esteve empregada na Companhia de Duarte Silva.

"D. João Daun e Lorena fora convidado pelo Reitor Dr. Adriano Duarte Silva, tendo escolhido este tema na sequência da publicação de um livro sobre História de Portugal, da autoria do Dr. Alfredo Pimenta, o qual pretendia que esse livro fosse adoptado no ensino liceal. Segundo D. João, o autor deste livro pretendia denegrir a imagem do Marquês de Pombal. Começou a sua palestra pelo tema “Historiadores Arte-Nova”, apresentando provas para vários aspectos que considerava pertinentes e erradamente apresentados por Alfredo Pimenta, abordando temas como: Pombal e a religião Católica, Pombal e o suplício dos Távoras, o Terramoto e a reedificação de Lisboa, reformas de instrução, Pombal diplomata, Pombal e as Finanças do País, Pombal e a Defesa do País. Esta palestra foi elogiada pelo Marquês de Rio Maior, João de Saldanha Oliveira e Sousa e pela Condessa de Vila Flor. Ainda em Novembro de 1936, Alfredo Pimenta riposta a D. João, publicando no Diário da Manhã o seguinte artigo “O Marquês de Pombal nas Historietas”. Em 1937, D. João apresenta a sua réplica a Alfredo Pimenta, “Os Rescaldos Pombalinos”, com resposta de Alfredo Pimenta, em Março de 1937 e, embora tivesse “colocado um ponto final na conversa travada” com Alfredo Pimenta, D. João ainda responde a Alfredo Pimenta e encerra definitivamente esta questão, em 1937, com o artigo “Pontos nos ii”.

(in Família Jardim - O Segredo)

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