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Na festa do Dia da Língua Portuguesa na ONU, centenas de espectadores percorreram os sons do mundo lusófono desde o Brasil, na América do Sul, até Timor-Leste, no sudeste da Ásia, passando por África e pela Europa.

 

Na noite da mistura de sons, as estrelas vieram das oito nações que falam português na celebração do Dia da Língua Portuguesa, comemorado a 5 de maio.

 

O show, na sede da ONU, contou com a participação das representações diplomáticas dos oito Estados-membros  do bloco, que se juntaram no espetáculo que apresentou as suas culturas à comunidade internacional.

 

História Comum

 

O embaixador de Moçambique junto da ONU, António Gumende, foi quem abriu o concerto. Como presidente em exercício da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, Moçambique realçou a história comum e a cultura que inspiraram a realização do evento.

 

O espetáculo intitulado "Uma Viagem Musical pelo Mundo da Língua Portuguesa" marcou a primeira aparição do recém-nomeado representante diplomático português na ONU, Álvaro José de Mendonça e Moura, que comentou a celebração.

 

Lusofonia

 

"É um acontecimento não só de união entre os países lusófonos, mas também de aproximação dos outros países à lusofonia, que é também o objetivo deste dia. Trazer os outros para a lusofonia, para a conhecerem e a cultura dos países da lusofonia", disse.

 

E a primeira atuação musical foi de Portugal. Pela segunda vez no evento anual do bloco de língua portuguesa, a cantora Catarina dos Santos disse que a Cplp pode ser a ponte entre as culturas lusófonas.

 

Artistas que actuaram no concerto

 

Ponte

 

"Há que haver iniciativas em prol dessa divulgação. Cada país sozinho não consegue fazer essa ponte. O trabalho da Cplp também pode facilitar essas comunicações", disse.

 

Da Guiné-Bissau, Tony Cabral aproveitou o momento para expressar-se sobre os desafios do seu país após a luta pela independência.

 

Riqueza

 

"Um país com muita riqueza, da agricultura. É pena ver o país naquela situação. Estando aqui, o que quero dizer é que o que faz da Guiné uma vítima neste momento é, na verdade, os homens da droga", disse.

 

Moçambique foi representado por dois músicos, a cantora Chude Mondlane, cujo pai, Eduardo Mondlane, trabalhou nas Nações Unidas antes de voltar para o país.

 

Projetos

 

É uma oportunidade de conhecer outros músicos e de estar com eles e conviver no palco, particularmente nas Nações Unidas. O meu pai trabalhou aqui nos anos 50 e princípios de 60. Para mim, sinto um pouco do espírito dele aqui e acho que cada vez mais temos que pensar em fazer mais projetos deste tipo e juntar-nos todos”, contou. Ela cantou com Albino Mbie que apresentou músicas tradicionais.

 

A música de  São Tomé e Príncipe foi trazida pelo cantor Juka, que levou a plateia a levantar e dançar com o ritmo tradicional são-tomense.

 

Festa

 

"É a primeira vez aqui nas Nações Unidas. Dividir o palco com vozes de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Timor-Leste, Guiné-Bissau  e Brasil para mim foi muito bom. O ponto mais alto foi com aquela música muito calorosa, muito quente de São Tomé, foi muito bom. A plateia não aguentou e eu também…foi uma festa, foi muito bom", referiu.

 

A música Biri Biri, do folclore angolano, foi cantada pelo tenor Nelson Ebo.

 

Questão de Tempo

 

De Angola, o embaixador Ismael Martins disse que melhorar presença da língua portuguesa na organização é uma questão de tempo, de trabalho e de recursos. Para ele, a  imagem de uma língua é a dos países que a transportam.

 

"Marcar bem a nossa presença. Uma presença de países que trabalham bem em conjunto, que têm objetivos muito claros e penso que estamos a atingir. A música é sempre a melhor forma para exprimir o nosso sentir, a nossa alegria, a nossa forma de estar", declarou.

 

O encerramento do concerto sobre o Dia da Língua Portuguesa, na ONU, coube ao Brasil. Carlos Almeida, Ebinho Cardoso e Cesar Garabini fecharam a celebração com o ritmo da Música Popular Brasileira, a MPB. Expansão "Acho que a música é universal e quando a pessoa abre o coração para sentir não tem barreira de língua nem de cultura. A língua é um caminho para se aprender e entender a cultura e certas coisas de um país. Conheci muitos americanos que se apaixonaram pela música brasileira, aprenderam a música brasileira e hoje falam português por causa disso", destacou.

 

Após dar a voz ao ritmo da viola baixo, Ebinho falou da universalidade da música e do seu contributo na expansão da língua que une 240 milhões de pessoas.

 

*Reportagem: Denise Costa, Edgard Júnior, Eleutério Guevane e Leda Letra. (Fonte)

 

Assista ao concerto na íntegra:

 

 

 

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