Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Diva Barros - 'Mi é Dôd na Bô'

Brito-Semedo, 12 Jun 13

 

Diva Barros.jpg

 

Diva Barros ft Vlú, do álbm "Palco de Vida".
Composição: Vlú Ferreira.
Bailarinos: Noelisa Santos e Ricardo Lopes.
Produção vídeo: Nelson Ribeiro.
 
 

 

 

Diva Barros nasceu na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, arquipélago de Cabo Verde, a 26/10/67. Filha de Artur Gomes ou Artur Cavaquim, como era mais conhecido o pai pela associação que toda a gente fazia entre o seu nome de baptismo e o instrumento homónimo, do qual era um virtuoso intérprete, desde muito cedo afeiçoou-se à música e aos músicos que faziam parte da “entourage” paterna. Manuel de Novas, Chico Serra, Valdemar Lopes da Silva e Vitorino, entre muitos outros, os primeiros tendo integrado com seu pai uma das primeiras bandas acústicas de Cabo Verde, no período pós-independência, a “Nova Ourora”, contribuíram para que germinasse na criança de então a paixão pelo canto. Era o gosto pelos diversos géneros da música cabo-verdiana, mas também pela música latina, pelos sambas, pela bossa nova, pelo jazz e a soul.

 

Distinguida nas edições de 2005 e de 2007, da Gala “Nôs Música”, em Mindelo, com o prémio Cesária Évora para a melhor voz feminina, Diva arrebatou os votos do júri e do público, tendo interpretado esse reconhecimento como “um estímulo muito forte para gravar”.

 Diva Barros.jpg

 

Diva consegue misturar músicas de diferentes paragens, mas o seu repertório é dominado pela música cabo-verdiana, onde a morna, a coladeira e outros ritmos de Cabo Verde fazem valer. Canta muitas vezes temas dos compositores mais antigos porque, afinal, desde pequena, aprendeu a apreciá-los em noites de Mindelo, mas não deixa de admirar bastante alguns dos actuais, que também inclui no seu repertório.

 

Em Dezembro de 2010 cumpre o prometido, produz e lança o 1º CD com o título Palco d’ Vida, tendo na direcção musical outro novel virtuoso das artes musicais em Cabo Verde, Hernâni Almeida. O álbum de 12 faixas traz o sabor das músicas tradicionais das ilhas, com algum tempero de ritmos de outras paragens, cantadas de acordo com a sua maneira muito própria de sentir.

 

Os temas são todos de compositores nacionais como Jotamonte, Paulino Vieira, Constantino Cardoso, Boi Gê Mendes, Teófilo Chantre, Vlu, Glanzer Ramos, Calú Monteiro e Djoy Amado, além de uma faixa da autoria da cantora.

 

Assumindo com convicção a cabo-verdianidade, afirma que cantando, pinta os traços da sua alma e a música torna-se a tela que oferece a todo o mundo. É também uma permanente homenagem ao pai, seu inspirador, que cedo lhe ensinou o valor do património cultural do país que a viu nascer.

 

O álbum, diz ela, nasceu da sedução pelos diferentes palcos que percorreu e das palavras de encorajamento de todos quantos a têm acompanhado, pelo que só pode chegar com bom vibe. De resto, acrescenta Diva: - “Já era tempo dos meus fãs terem uma gravação porque tenho recebido muitos Fonte: aplausos nos palcos da minha vida”.

 

Fonte: Diva, Perfil do FaceBook

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

1 comentário

De Valdemar Pereira a 13.06.2013 às 11:55


Diva tem uma voz divina. Ah se a apanhasse no tempo dos teatros do Castilho. Havia de a fazer dançar (e cantar) "Dia que tchuva bem" no belissimo sketch.
Obrigado, Amigo, por ter trazido essa creoula

Comentar post

Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

Comunidade

Powered by