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Morreu o Rei da Morna

Brito-Semedo, 13 Jul 13

 

 

 Adriano Gonçalves, Bana

 

Mindelo, 5 de Março de 1932 - 12 de Julho de 2013

 
Bana começou a cantar ainda muito novo nos botequins do Mindelo, depois em Dacar e em França, antes de fixar residência em Portugal, onde se consagrou como o “rei da morna”.

 

Nos seus mais de 70 anos de carreira, gravou mais de 50 LP e viajou pelos quatro cantos do mundo a encantar os amantes da música cabo-verdiana.

 

Dentre a sua discografia, destacam-se “Canto de Amores” (2006), “Livro Infinito” (1999), “Bana – A Voz de Cabo Verde” (1991), “Perseguida” (1989), “Gira Sol” (1988), “Grito d’Povo” (1985), “O Encanto de Cabo Verde” (1982) e “Morabeza” (1981).

   

 

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3 comentários

De Adriano Miranda Lima a 13.07.2013 às 12:03

Sinto imenso a morte do Bana, para mim a nossa  voz masculina total, a mais quente, a mais envolvente e a mais penetrante. Bana é inconfundível. Paz à sua alma, e minhas condolências à família enlutada e a todos os patrícios.

De Brito-Semedo a 13.07.2013 às 13:47

Um comentário do colaborador Luiz Silva com o pedido de publicação:
Conheci o Bana com os meus 9 anos em 1953 num jogo, na salina do golf, entre o Mindelense e a Académica, tendo esta, graças a um golo do Tuinga, vencido o campeonato. Connosco estava também B.Léza que ele acompanhava no seu "carrinho de rodas", cantando marchas e mornas dedicadas ao Mindelense. Sendo ambos do club Mindelense, seu club de coração, passámos a encontrar-nos sempre nos treinos e eu a assistir às suas serenatas na praça Estrela ao lado do seu primo Eduardo, de Antonzinho, Patada e outros. Mas antes de tudo, Bana queria ser guarda redes do Mindelense, o que para mim foi a sua grande frustração. Sempre me falou do futebol, dos companheiros como Djosinha e Djunga Djaquá que brilharam com a camisola do Mindelense. Espero que a vitória do Mindelense, hoje no Porto Novo, seja dedicada ao Bana, Mindelense de sangue e camisola. Lamentou mesmo não ter participado no disco "Mindelense! Mindelense!", iniciativa dos Mindelenses de França.
Encontrámo-nos na Praia em 1966 na sua viagem de regress de Dacar a caminho de São Vicente para apresentar o seu primeiro disco produzido naquela cidade. E não me estranhou que mais tarde ele viesse a impor-se como um dos maiores intérpretes da música caboverdiana ao lado da Voz de Cabo Verde na Holanda e, mais tarde, em Portugal, sempre associado a Luís Morais que foi verdadeiramente o seu grande guia e mentor.
Fica também na história cultural de Cabo Verde como um grande promotor e divulgador da música caboverdiana, pois músicos como Paulino Vieira, Leonel Almeida, Tito Paris e outros foram editados pela sua Editora e fizeram parte do seu grupo durante muitos anos. Prefaciei um disco dele em Paris editado pela Lusafrica, há já alguns anos, e que teve uma grande aceitação no seio das comunidades lusófonas.
Bana merece ruas e estátuas no coração de Cabo Verde e, em especial, de São Vicente, onde nasceu na rua de Côco, em Mindelo, em 1932, passando depois a viver na Rua da Moeda. Mais ainda, ele merece um mausoléu ao lado de Luís Morais e Frank Cavaquinho, no Cemitério de Nossa Senhora da Piedade em Mindelo.
Luiz Silva
Paris, 13 de Julho de 2013

De Valdemar Pereira a 14.07.2013 às 13:16


Até agora não me foi possível vir aqui por estar ausente temporariamente e sem o meu material mas antes que o Adriano seja sepultado, venho aqui dizer que também eu, como todos os amigos que demonstraram a sua tristeza, me sinto mais pobre pela perda de um amigo.
Conheci o Bana antes de "aparecer" como cantor já que nascemos na mesma rua. Em seguida foi o "nascimento" do cantor que acompanhei e quando chegou a Dakar ali estava eu como que para o receber. Tive a sorte (privilégio) de ser o único a levá-lo à cena, tendo escrito uma modesta revista onde ele representava o seu próprio papel.
Infelizmente não me é possível apresentar agora a foto testemunha mas ela pode ser vista no livro "O teatro é uma paixão, a vida é uma emoção".
Caro Bana, foste um peso pesado mas estou certo que a terra te será leve. 
R.I.P.

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