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“Esta é a história da Colónia Penal do Tarrafal [1936-1954], mais tarde, Campo de Chão Bom [1961-1974]. Enfim, uma prisão política qualquer que seja a denominação que se lhe tenha querido dar, e que durante o período colonial funcionou também como cadeia comarcã, parte esta denominada Presídio, para presos judiciais, que se encontravam numa outra secção à parte para evitar “contágios” políticos.

 

(…) O complexo prisional do Tarrafal funcionou, depois de 1975, como quartel militar e centro de formação de mancebos… Serviu de escola primária, armazém de produtos vários… Esteve ao abandono, apesar do seu valor patrimonial e histórico, e por isso fonte de exaltações políticas em momentos de peregrinações de estadistas ou de antigos presos, como símbolo que é da resistência dos povos de língua oficial portuguesa ao fascismo e ao colonialismo. Em 2006 (…) o Conselho de Ministros (…) “reconhece o ex-Campo de Concentração de Tarrafal e suas respectivas dependências como Património Nacional da República de Cabo Verde”.

 

(…) Uma coisa (…) ninguém pode negar: sem esta ‘memória’ dos presos africanos, a história de centro prisional do Tarrafal ficaria, irremediavelmente, amputada de uma parte importante da sua existência. Tanto mais que poucos são, hoje, os sobreviventes dessa saga”.

– O Autor na introdução da obra

 

Livro do Estudo 249 páginas

 

Livro das Entrevistas, 390 páginas

 

Título: Tarrafal-Chão Bom – Memórias e Verdades

Autor: José Vicente Lopes

Edição: Instituto de Investigação e do Património Culturais (IIPC)
Ano de edição: Praia, 2010

__________

 

José Vicente Lopes, nascido no Mindelo em 1959. Jornalista, é autor de Os Bastidores da Independência (história, 2000), Cabo Verde: As Causas da Independência (ensaios, 2003), A Explicação do Mundo (entrevistas, 2004) e A Fortuna dos Dias (ficção, 2007). É também autor de textos vários sobre cultura e política, fora poemas, publicados de forma dispersa na imprensa cabo-verdiana e estrangeira.

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2 comentários

De Ernestina Santos a 22.11.2010 às 20:42

Uma feliz iniciativa, tendo em conta que as obras que existem sobre Tarrafal são incompletas e mal estruturadas. Conheço um livro que serviu para o doutoramento de um aluno cabo-verdiano e que, infelizmente, não tratou o assunto como a sua importância histórica merece. Não cito o nome por respeito ao autor, mas fico contente que haja uma obra escrita depois de uma aturada investigação sobre o que realmente aconteceu na prisão-campo de concentração e que corresponda à dignidade que o assunto merece.
Obrigada pela partilha!

De Brito-Semedo a 23.11.2010 às 10:22

Até então os trabalhos sobre o Tarrafal eram apenas sobre a fase da Colónia Penal ( 1936-1954), que tem a ver com os presos políticos portugueses antifascistas. Essa outra parte, do Campo de Chão bom, que mais nos diz respeito, não estava registada nem sistematizada, daí o mérito destas "Memórias e Verdades" do JVL pelas mãos do IIPC.

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