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5 anos à Esquina do tempo

Brito-Semedo, 14 Jan 15

 SonCent 1.jpeg

Rua da Praia de Bote, Mindelo. Foto Hélder Doca, Dez.2014

 

A 15 de Fevereiro o blogue Esquina do Tempo completa 5 anos de vida. Queremos com este novo layout e a sua melhorada legibilidade, facilitar a leitura a todas as pessoas que o acompanham dos vários cantos do mundo. Já são 1.800 posts publicados com mais de 522.000 visualizações de página!

 

Embora o Esquina do Tempo seja um blogue actual, contém história, da cultura, do país, das pessoas. Considerou-se que esse legado requeria um reconhecimento gráfico. Assim, a webdesigner Trêza, assumiu este desafio e brinda-nos agora com este novo layout, um excelente trabalho de grande qualidade e profissionalismo. Bem-haja!

 

De registar ainda que é bom ter o blogue numa plataforma com gente lá dentro, que responde e que ajuda, a equipa dos Blogs do SAPO. Muito obrigado!

 

O Esquina do Tempo começa, assim, o novo ano de 2015 renovado, mais leve, mais bonito, com mais luz e muito mais funcional. Em tom azul e amarelo ocre para referenciar o País - o azul do mar e do céu das ilhas e o amarelo ocre da terra seca e do sol crã - e assinalar os 40 anos da independência nacional.

 

A simbólica esquina da Câmara Municipal de São Vicente e a sua pracinha continuarão a ser o ponto de convergência para encontros e conversas virtuais. Tudo isto a pensar em si.

  

Assim, a partir de hoje e até 15 de Fevereiro o Esquina do Tempo estará em festa, comemorando com os seus leitores o seu 5.º aniversário.

 

Esquecer!? Ninguém esquece… Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

 

Eis que o Esquina do Tempo se renova para um novo tempo!

 

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12 comentários

De Djack a 02.02.2015 às 20:46

Melhorias mais que aprovadas. Trata-se de um grande progresso em termos visuais.


Braça do colega "Praia de Bote",
Djack

De Djack a 02.02.2015 às 20:47

E, é claro, um grande braça de parabéns.


Djack

De Adriano Miranda Lima a 03.02.2015 às 23:14

Queiram os cibernautas render-se ao encanto de uma conversa amiga e singela nesta Esquina, relembrando os tempos de outrora em que, meninos e moços, nos juntávamos, ao cair da noite, à luz dos poucos candeeiros que iluminavam as nossas ruas e bairros. Ficavam quase sempre numa esquina, para que a incidência oblíqua da luz beneficiasse por igual dois troços de rua. Hoje, dispomos da luz amplificada destes espaços online, esquinas hodiernas a que ainda nem todos se habituaram.
Bem-haja amigo Brito Semedo!

De Brito-Semedo a 03.02.2015 às 23:22

Obrigado, Amigo Adriano Miranda Lima, pela releitura evocativa das esquinas da nossa infância que aqui se procura recriar. Braça rija

De Anónimo a 04.02.2015 às 15:58

Ao Adriano, um abraço amigo desde de lá de kel esquina, naquel corredor, de ques renca de casa lá ne Font Côneg, frent nhe Jon Teca. Lá, ne ques temp intig, malta tava brincá stikoud, gente tava falá de cinema, de cada octor ou, etriz, de Tarzan, Facho e Flecha, Três Mosquiter, Cyrone de Bergerac, Chaine e Alan Lad e, tont otes. Gent tava falá de futebol, gent tava contá pirraça, gente tava gozá que cumpanher, sem ofendé  e, clor de pequenas, pa ques que já tinha canela pe ranjeges. Velhos bons tempos de Font Côneg. Lembras-te?
Para o Brito Semedo um braça grande desde Praia, te passá pa Moçambique, té Soncent, pela amizade.

De Manuel Oliveira a 04.02.2015 às 16:03

PS.- Não assinei o comentário ora enviado. Manuel Oliveira (para o Adriano, eu andava em casa de nhó Caquim . ) Braça amiga

De Adriano Miranda Lima a 04.02.2015 às 17:50

Manuel, só depois de enviar o meu comentário é que li o teu nome. Pois claro, Manuel, eras um menino também daquele lugar, embora não tenha sido desde os 7 aninhos, como eu. Não sei se te lembras de que em 2003 estive em tua casa, em S. Vicente, para tratar de um assunto sobre um cabo que morreu acidentalmente por causa de um disparo acidental de arma de fogo, tendo eu então assumido o encargo de ajudar a família a dar os passos necessários com vista a uma qualquer indemnização. Seguiste a vida militar, tal como eu, e eras major(ou comandante) do exército da nossa terra, na reserva ou na reforma. Foi pena não nos termos voltado a encontrar, como eu bem teria gostado, para tomarmos um copo juntos e relembrar os tempos antigos.
Grande braça, Manel!

De Adriano Miranda Lima a 04.02.2015 às 17:37

Pois claro que me lembro muito bem, amigo anónimo e companheiro daquela Esquina de Fonte Cónego. É pena que não tenhas dito o teu nome para que o abraço amigo e fraterno que daqui te mando pudesse ter um destinatário identificado na carne e no espírito. Mas é o mesmo abraço que mandarei para o Nelson Santiago, o Xisto Silva, filho do enfermeiro Manuel de Mexô o Arlindo Jimba , neto do mesmo senhor, os filhos do Djandjam Oldegar e Djibito ), os filhos do nhô Cabo, (Feliciano e Humberto, já falecidos) os filhos de nhô Jom Teca, Malaquias, Djosa e Basílio, o Djoquinha (já falecido), os filhos de nhô Batcha , (principalmente o Tony , da minha idade), os filhos de nhô Caquim Morais Moraizinho e Djene ), o Jorge Vitória (já falecido), o Ney Gamboa Matos (recentemente falecido), o Manuel Dias ( já falecido), o Zeca da dona Elisa, o Montirim , os filhos do nhô Adão (Carlos e outros), os do nhô Vasco Fonseca (Jorge e o Humberto, este já falecido), o Carlos Magalhães, o Elísio e o Armindo (creio que já falecido), embarcados muito jovens para a Argentina, e outros mais. Pode ser até que sejas um deles. Alguns destes eram mais velhos que eu e certamente tu, mas  todos cabiam naquela Esquina, e com a vantagem de ser sobretudo da boca deles que ouvíamos as narrativas sobre o cinema e outros temas que excitavam os nossos juvenis corações. Infelizmente, alguns já faleceram, como assinalei, sendo até provável que mais algum dos indicados já tenha partido, como bem suponho. Isto demonstra que o tempo já lá vai, mas as memórias juvenis se conservam refractárias e imperecíveis. De facto, como bem relembras, aquela Esquina teve o condão de marcar a nossa adolescência com o ferrete das coisas inolvidáveis. Grande abraço!

De Brito-Semedo a 04.02.2015 às 17:48

Amigo Adrino Miranda Lima, no e-mail a seguir veio como PS a assinatura - Manuel Oliveira (para o Adriano, eu andava em casa de nhó Caquim). Braça

De Adriano Miranda Lima a 04.02.2015 às 18:23


Manuel (Oliveira), em 2002 escrevi este poema depois de revisitar Fonte Cónego, décadas depois da minha saída. Dedico-o agora a ti.


              À memória da infância vivida em Fonte Cónego


                         REVISITANDO FONTE CÓNEGO


                    Presa na memória, a bola de trapos
                    Vai e vem, com simulacros de pêndulo,
                    Em movimento errático e mofino,
                    Na esteira das balizas que se perderam
                    Com a geometria progressiva das ruas.
                    Ressalta na parede da velha esquina,
                    De cal nostalgicamente poluída,
                    Onde ficaram para sempre estampadas
                    As travessuras dos meninos de outrora.
                    Mas já sem o afago da antiga poeira chã,
                    A bola desvia-se e, sem cerimónias,
                    Saltita para as casas da vizinhança,
                    Acordando recordações adormecidas,
                    Emolduradas nas paredes domésticas
                    Com o afecto destilado toda a vida.
                    Surpreende olhos atrás das persianas,
                    Pasmados com o rosto enigmático deste dia,
                    Que hoje parece mascarado de fantasia,
                    Fazendo lembrar sonhos que o tempo deliu.
                    Surge o sol inclemente do meio-dia,
                    A hora dilecta do temido minguarda,
                    E calaram-se as vendedeiras de rua
                    E os cães irrequietos presos nos quintais.
                    E a bola de trapos seguiu o seu destino,
                    Costurada com farrapos de ilusão.
 
                                S. Vicente, Julho de 2002
                                  Adriano Miranda Lima                   

De Manuel Oliveira a 05.02.2015 às 15:59

Obrigado pelo teu belo poema, Adriano. Fonte Cônego bem o merece pelos tempos passados e, lá vividos, da nossa infância. Ah! o Moraisinho faleceu há bem pouco tempo, em finais do ano passado,  no Brasil. Ah! claro que me lembro da tua visita. Pelas recordações de um tempo de infância bem vivido, já em declínio, um grande braça, amigo.<br />Manuel

De Adriano Miranda Lima a 06.02.2015 às 13:47

Manuel, agradeço a notícia do falecimento do Moraisinho, que me entristece, como podes calcular. A nossa existência é bem mais curta que o somatório das memórias que a comportam. Que descanse em paz o Moraisinho, o nosso eterno cowboy. Com ele vai parte do nosso mundo de fantasias.

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