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'Lawrence da Arábia'

Brito-Semedo, 9 Fev 11

   

Em 19 de Maio de 1935, quando pilotava sua motocicleta, T. E. Lawrence morre em um acidente, em Dorset e, em seu funeral, é lembrado de várias formas.


Em flashbacks, o filme volta ao Cairo de 1916, onde o oficial britânico T. E. Lawrence, insatisfeito com o trabalho de cartógrafo do exército, a colorir mapas, aceita uma missão como observador na Arábia.  Sua missão consistiria em encontrar o Príncipe Feisal, conseguir seu apoio e servir como um emissário de ligação entre britânicos e árabes.


Uma vez no deserto, quando seu guia beduíno, Tafas, é morto, Lawrence conhece o Xeque Ali Ibn el Kharish.  Este se oferece para levá-lo até o Príncipe Feisal, mas Lawrence não aceita.  Continuando só, ele se encontra com o coronel britânico Harry Brighton, que lhe diz que Feisal o está esperando.


Ao chegarem à tenda de Feisal, enquanto o príncipe quer o apoio dos britânicos para o ajudarem a tomar Aqaba dos turcos, o coronel Brighton está mais preocupado em defender os interesses britânicos no Canal de Suez.  Quando Brighton sai com o Xeque Ali, que acabara de chegar, Lawrence e Feisal continuam a conversar.  Alegando que todos os canhões turcos estão voltados para o mar, Lawrence se propõe a marchar por terra para Aqaba, desde que conte com cerca de 50 homens de Feisal.  A idéia é considerada uma loucura, já que o acesso à Aqaba por terra implica na travessia do Deserto de Nefud, considerada impossível.


Depois de tanto insistir, Feisal termina por concordar.  Assim, sem o conhecimento do coronel Brighton, Lawrence parte para Aqaba com os homens de Feisal.  A eles, junta-se o Xeque  Ali para a travessia do deserto, reafirmando a Lawrence que a missão é suicida.


Após superarem todo tipo de dificuldades, inclusive tempestades de areia, ciclones, etc., o grupo, com algumas perdas, encontra-se com o avarento Auda abu Tayi, chefe árabe do clã Howeitat,  mercenário que trabalha para os turcos por 100 guinés de ouro ao mês.  Usando um misto de diplomacia e suborno, Lawrence termina por unir as facções rivais de Feisal e Auda abu Tayi na luta contra os turcos otomanos, montando uma força de guerrilheiros poderosa.


Depois da conquista de Aqaba, Lawrence retorna ao Cairo, onde é promovido a Major.  Entretanto, torna-se um involuntário títere dos Aliados, representados pelo Gen. Allenby e pelo Sr. Dryden, que decidem continuar a usá-lo para assegurar a cooperação árabe contra as forças turcas.

 

Crítica:

 

"Lawrence da Arábia", com suas quase quatro horas de duração, é sem dúvida um dos maiores épicos da história do cinema.  É uma verdadeira obra-prima, com uma trilha sonora de arrebatar e uma fotografia  maravilhosa.  As cenas no deserto são belíssimas.

Dirigido brilhantemente por David Lean, o elenco tem uma atuação excepcional, com destaques para Peter O'Toole e Omar Sharif.  A relação entre os dois chega a ser comovente.

 

Ficha Técnica:

 

Gênero:

Aventura, Drama, Histórico

Direção:

David Lean

Roteiro:

Michael Wilson, Robert Bolt

Produção:

Sam Spiegel, Robert A. Harris

Filme Assistido em:

1963

Elenco:

Peter O'Toole

T. E. Lawrence

Alec Guinness

Príncipe Feisal

Omar Sharif

Xeque Ali Ibn el Kharish

Claude Rains

Sr. Dryden

Arthur Kennedy

Jackson Bentley

Anthony Quinn

Auda abu Tayi

Jack Hawkins

Gen. Allenby

José Ferrer

Bey

Jack Gwillim

Secretário do Clube

Anthony Quayle

Coronel Harry Brighton

Donald Wolfit

Gen. Murray

I. S. Johar

Gasim

Gamil Ratib

Majid

Michel Ray

Farraj

John Dimech

Daud

Zia Mohyeddin

Tafas

Howard Marion-Crawford

Oficial Médico

Fred Bennett

Sargento no Quartel do Cairo

Barbara Cole

Enfermeira

Harry Fowler

William Potter

Ian MacNaughton

Michael George Hartley

in 70 anos de Cinema

 

 

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2 comentários

De Ernestina Santos a 12.02.2011 às 00:37

Uma bela recordação! É dos filmes que nos marcam indelevelmente, tal o desempenho extraordinário de todo o elenco, com especial relevância para Peter O'Toole e Omar Shariff, bem como dos cenários das filmagens no deserto.
Ainda há pouco tempo tive a sorte de rever o filme num dos canais da TV portuguesa, que me trouxe recordações felizes e a possibilidade de uma leitura mais atenta do cenário histórico em que se desenrolou o filme. Lawrence de Arábia terá sido injustamente sacrificado pelos interesses dos Aliados, que comprometeram a sua idoneidade face aos compromissos assumidos com os árabes.

De Brito-Semedo a 12.02.2011 às 23:59

Amiga, ando a querer recuperar o tempo de diazá e as coisas boas que marcaram essa época, sobretudo as dos anos 50, 60 e 70. Para mim, os filmes Eden Park são aqueles que gostaria de ali ter visto na altura própria, mas como estes são atemporal, vou a tempo de os recuperar a todos! Obrigado pela visita sempre frutuosa e um forte abraço!

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