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Arménio na Primeira Pessoa

Brito-Semedo, 29 Jan 11

Foto Café Margoso, 2008

 

"Como é bom fazer anos! Ter velas acesas e força ainda para as apagar. Eu, que dos anos perdi a conta, em vez de velas preferia estrelas. Pudesse tê-las sobre o bolo, coloridas e acesas sempre! O Destino, porém, que nos deu o fogo e o dom de o acender, de ano a ano nos oferta velas, mas quer que as apaguemos".

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“Eu, que de Homero recebi o poema no instante em que o poema nasce, e vi o Inferno pela mão de Dante, tal-qual Leopardi mais tarde o viu, e, após me afundar no rio onde Hamlet e Lear beberam o vinho que enlouquece, comecei a ter visões de Rimbaud, De Quincey e Poe registaram em negros textos; eu, que no eterno transportei a bandeira que era peso nas mãos de Elliot, e renovei a charrua com que Pound lavrava os versos, e de Whitman furtei-me ao licor, que em Álvaro, digo Campos, porque dorido e menos doce, sabia melhor; então que falta em mim para de Camões herdar a estrela, que Pessoa deixou fugir?”

  

Arménio Vieira, in O Poema, A Viagem, O Sonho, Lisboa, Caminho, 2009.

 

 

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