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Da EFE, 22/02/2011 13h09

 

'El midaan' vai relatar experiência de médico que atendeu vítimas no Cairo. O Diretor é famoso por produções que tratam de tabus na sociedade egípcia.

 

Festejos pela queda de Hosni Mubarak 

 

A revolução dos jovens egípcios e o papel de um cirurgião em plena praça Tahrir, no Cairo, onde socorreu as vítimas da violência, situam "El midaan" ("A praça"), o primeiro filme egípcio inspirado na revolta popular.

 

"El midaan", cuja filmagem acaba de começar, relata a experiência real do cirurgião egípcio de fama internacional Tareq Helmi e como a revolução mudou sua vida, conta o cineasta Magdi Ahmed Ali.

 

Helmi nunca se interessou por política e nem sequer acompanhava de perto os protestos, que começaram no dia 25 de janeiro em Tahrir, no Cairo, para pedir a renúncia do regime de Hosni Mubarak.

 

A "quarta-feira negra", um dia violento dos protestos, foi uma reviravolta na vida de Helmi e quando manifestantes pró Mubarak feriram os manifestantes contrários ao presidente o que resultou em dezenas de vítimas.

 

Aquele dia, sua filha tinha telefonado da praça para pedir ajuda médica urgente para os diversos manifestantes que tinham sofrido ferimentos nos choques.

 

O médico foi até o local pensando que iria atender alguns feridos e voltar para casa, mas acabou passando duas semanas na praça, até o último dia dos protestos.

 

Durante o período, teve que interferir algumas vezes entre os manifestantes para acalmar os ânimos, socorrer feridos por balas e buscar ambulâncias para transferir os que estavam em estado grave aos hospitais.

 

Documentário
Helmi, que relatou sua experiência em entrevistas para várias emissoras de televisão locais, e cuja história foi descrita pelos jovens no Facebook, chegou inclusive a dirigir uma equipe de médicos em um hospital muito primitivo adaptado no coração da praça Tahrir.

 

"O filme que estou fazendo é um documentário que se desenvolve ao redor da história do doutor Tareq Helmi", explicou o cineasta Ali, famoso por seus filmes, que relatam tabus na sociedade egípcia.

 

O diretor de cinema também viveu a revolução "in situ", já que esteve com sua câmera na praça Tahrir desde o primeiro dia até as últimas manifestações, que duraram 18 dias.

 

Durante esse período, Ali gravou algumas imagens de jovens atores que participavam das manifestações e outras do cirurgião Helmi atendendo os feridos.

 

Os atores serão os próprios protagonistas do filme. "Trouxe os protagonistas da mesma praça porque já estavam ali se manifestando e, assim, sua presença no filme será natural", explicou Ali.

 

Após ter filmado a primeira parte do filme como um documentário dos protestos, agora o cineasta está preparando o roteiro para continuar o filme com técnicas dramáticas.

 

Para o cineasta, "El midaan" é um "filme novo em sua composição e sua construção". O diretor ainda não sabe como vai utilizar o material que tem gravado sobre Tahrir, mas acredita que vai terminá-lo dentro de dois ou três semanas.

 

Apesar do cineasta ter gravado imagens também das comemorações de milhares de egípcios da vitória da revolução na praça Tahrir, ele não acredita que vai incluí-las.

 

"O clímax para a revolução foi a renúncia do presidente [Mubarak] do poder, e este deverá ser o final do filme: a vitória da revolução", destacou o cineasta.

 

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