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Marie Curie, 1.ª Mulher Prémio Nobel

Brito-Semedo, 18 Mar 11

 

2011. Ano Internacional da Química

 

Neste ano, também se celebra o Centenário da atribuição do 2.º Prémio Nobel a Marie Curie.

 

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Marie Curie (1867 - 1934)

 

 

Marie Curie recebeu o Prémio Nobel da Física, em 1903. Foi a primeira mulher a receber tal prémio.

 

Oito anos depois, em 1911, recebeu o Prémio Nobel da Química «em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, pela descoberta dos elementos rádio e polónio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento». Com uma atitude desinteressada, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica.

 

O prémio Nobel da Química foi-lhe atribuído no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou para sócia, após uma votação ganha por Edouard Branly, tendo perdido a admissão apenas por um voto.

 

Foi a primeira pessoa a receber dois Prémios Nobel em campos diferentes. A única outra pessoa, até hoje, foi Linus Pauling.

 

Marie Curie nasceu na actual capital da Polónia, em Varsóvia, a 7 de Novembro de 1867, altura em que a mesma fazia parte do Império Russo. Com o auxílio financeiro de sua irmã mudou-se já na juventude para Paris.

 

Licenciou-se em primeiro lugar em Ciências Matemáticas e Física, na Sorbonne. Foi a primeira mulher a lecionar neste prestigiado estabelecimento de ensino.

 

Casou-se em 1895 com Pierre Curie, professor de Física, tendo então adoptado o nome de Marie Curie. Em 1896, Henri Becquerel incentivou-a a estudar as radiações, por ele descobertas, emitidas pelos sais de urânio. Juntamente com o seu marido, Marie começou, então, a estudar os materiais que produziam esta radiação, procurando novos elementos que, segundo a hipótese que os dois defendiam, deveriam existir em determinados minérios como a pechblenda (que tinha a curiosa característica de emitir mais radiação que o urânio que dela era extraído). Efetivamente, em 1898 deduziram essa explicação: haveria, com certeza, na pechblenda, algum componente que libertava mais energia que o urânio; em 26 de Dezembro desse ano, Marie Curie anunciava a descoberta dessa nova substância à Academia de Ciências de Paris (Fonte).

 

A cientista franco-polonesa Marie Curie (1867-1934) tornou-se mundialmente famosa por ter aprofundado, ao lado do marido Pierre, as descobertas sobre a radioatividade. Sua antevisão lhe valeu dois Prêmios Nobel, em 1903 e 1911, e abriu as portas para a era atômica e para avanços cruciais no tratamento de muitas doenças. Mas tamanha celebração esconde uma história de penúria e obstinação: a vida de uma imigrante pobre que chegou a Paris determinada a continuar os estudos e teve de realizar boa parte de suas pesquisas em laboratórios improvisados.

 
Além de acompanhar o dia-a-dia dessas descobertas, Gênio obsessivo desvenda uma mulher obstinada, que enfrentou forte preconceito para se tornar bem-sucedida e independente num mundo dominado por homens. Com base em documentos de difícil acesso, como o diário e a correspondência de Marie, muitos deles lacrados em caixas de chumbo por causa da radioatividade, e em entrevistas com pessoas ligadas à família, Goldsmith narra a história de uma mulher fascinante - e de um casal inteiramente dedicado à ciência e a si mesmo (Fonte).

 

Título: Gênio Obsessivo: O Mundo Interior de Marie Curie

Autor: Barbara Goldsmith

Editora: Companhia das Letras

Edição: 2006

 

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