Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Recordando Lije d' Muza

Brito-Semedo, 20 Abr 11

 

Luís Morais ou Lije d'Muza

 

(S. Vicente, 10 de Fevereiro de 1935 – 25 de Setembro de 2002)

 

Oriundo de uma família de músicos, Luís Morais foi aluno de José Alves dos Reis, regente da banda do Mindelo.


Aos 14 anos, integrava já a banda do Mindelo, atuando na Praça Nova ou até em bares e festas conjuntamente com a família e amigos, interpretando mornas, coladeras, salsas, batucadas e valsas.


Durante a sua longa e prestigiada carreira, notabilizou-se como um virtuoso executante de instrumentos de sopro, entre os quais saxofones (alto e tenor), clarinete e flauta. Foi o mentor do famoso conjunto Voz de Cabo Verde, com o qual percorreu o mundo como solista e diretor musical. Foi também um dos precursores da música instrumental em Cabo Verde. No universo dos solistas cabo-verdianos que registaram discos 100% instrumentais, entre eles Luís Rendall, Tazinho, Chico Serra e mais tarde Bau, Luís Morais destacou-se como sendo o mais prolífero artista nacional. A obra de Morais passa pelos estilos tipicamente cabo-verdianos, assim como pelo choro, samba e pela bossa nova do Brasil, e também pela cumbia, que se evidenciou nos anos 60 e 70 no mundo hispânico, chegando também aos grandes clássicos europeus dos anos 60.

 

Destacam-se "Mona Lisa", "Lágrimas", "Nostalgia" e sobretudo "Boas Festas", entre os temas que faziam o imaginário de S. Vicente - pensar em terras longínquas, com o som extravagante de uma cumbia (muito em voga na altura) à mistura com uma dolente morna, às vezes a solo, outras vezes com as vozes de Djosinha ou Bana e ainda Cesária Évora, entre outros.

Foi condecorado Embaixador da Música de Cabo Verde.

Para além da carreira como músico, Luís Morais também foi professor de Educação Musical no Mindelo, na Praia e em Dakar. (Fonte).

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

2 comentários

De Luis Afonso Ferreira Santos a 21.04.2011 às 08:38

Grande e saudoso Luís Morais; quem não se lembra da loucura que era a simples execução da Pipilita, fosse em que baile fosse. Mas a coisa pegava fog fumo tava tapá mesmo era nos bailes de Carnaval no Sr Tuta. A título de curiosisdade, acrescento que me parece que a introdução desta cumbia no repertório da Voz de Cabo Verde foi por muita insistência do Zildo do Sr Djutinha que era amicíssimo tanto do Luís como do Morgadinho. 

De Brito-Semedo a 21.04.2011 às 09:55

Obrigado, Lije , pelas informações e pela partilha! Um abraço e Feliz Páscoa!

Comentar post

Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

Comunidade

  • Djack

    A primeira medalha faz-me muita "manha", porque nã...

  • Manuel Brito-Semedo

    Caro Zé Hopffer, Excelente! Terei isso em consider...

  • Anónimo

    Esqueci-me de me identificar no comentário anterio...

Powered by