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Matilde, 75 anos do seu naufrágio

Brito-Semedo, 16 Mar 18

 

Miradouro Cruz Grande - Brava.jpg

 Miradouro Cruz Grande, Ilha Brava

 

  

Em memória de Nhô Henrique de Lola, Capitão do veleiro Matilde

 

 

No dia 27 de Agosto de 1943 o navio Matilde, capitaneado por Nhô Henrique de Lola, de Lém, saiu do Porto da Fajã d'Água, na ilha Brava, para a América aonde nunca chegou.

 

Matilde, construído em São Vicente, pertenceu à Casa Carvalho, que lhe deu o nome, passou para Manito Bento, abastado comerciante da Praia, e posteriormente foi adquirido por Daniel e Abel do Sr. Ramos, grande comerciante de Cova Rodela, Brava. Quando desta última transação o barco achava-se com a proa avariada devido a um embate.

 

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Naufrágio 1.jpg

 

Hoje, dia 9 de Março de 2018, completam-se 70 anos sobre a data em que, a pacatez da ilha do Sal, foi sacudida pela notícia do encalhe de um barco Dinamarquês, na costa Leste de Santa Maria. Tendo o acidente ocorrido durante a noite, a notícia correu célere logo de manhãzinha, pois o barco era visível da vila, despertando grande ansiedade na população que, por experiência, sabia que o encalhe de um barco era quase sempre sinónimo de móia, de fartura de produtos saídos na praia. 


De mais a mais, em 1948, ano do referido encalhe, a Ilha do Sal, à semelhança de todo Cabo Verde, enfrentava uma terrível crise, devido à seca e à falta de movimento nas salinas, obrigando grande parte da população a viver numa situação extremamente difícil.


Se as expectativas da população, geradas pela notícia do naufrágio, foram grandes, os benefícios que ela retirou do mesmo não foram menores. Damfjord correspondeu à expectativa de móia alimentada pela população, jorrando na praia diferentes tipos de produtos, quais sejam café, cacau, chocolate, óleo, etc., o que contribuiu para o alívio do sofrimento do povo do Sal.

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