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Meu Avô Cabrêr – Estória

Brito-Semedo, 2 Mar 17

 

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Em memória da Mãi Xanda

 

 

Na estória da família da Mãi Xanda (São Vicente, 1936 – 2009), sempre me intrigou a figura do meu avô, João Fidélis Brito, homem simples e carpinteiro, que não cheguei a conhecer porque faleceu cedo, quando a filha tinha 7 para 8 anos, diazá na munde, nos idos de 1944.

 

Farrapos de memórias desse meu avô chegaram a mim de forma esbatida pela linha feminina, através da minha avó Ma Liza e da minha Tia Tá, na verdade, prima direita mais velha da minha mãe:

 

… Pai que, aos sábados, tocado pela bebida, calcorreava a morada e os bairros todos com a filhinha no catxacin

 

… Carpinteiro conhecido e muito procurado porque bom fazedor de caixão, que levava as sobras de alparca (tecido barato de algodão ou viscose, fino e brilhante), para fazer vestidinhos à filhinha querida …

 

… Carpinteiro que caiu de um primeiro andar na morada, na Rua São João, quando colocava as culmeiras na casa de Nhô Gûste Maderênce, de que viria a falecer com 37 anos …

 

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Crónica para o Dia dos Namorados

Brito-Semedo, 14 Fev 17

 

Cartas de amor.jpg

Depois de te ter dado as Crónicas de Diazá para leres, ainda em formato digital, esperei poder, nas nossas já frequentes idas ao Café, nos nossos momentos de cumplicidade, conversar sobre essas minhas estórias e contar-te outras ainda por registar.

 

Achei graça quando, em 2007, percebeste que a RTP estava a celebrar os seus 50 anos e, muito admirada, voltaste para este teu velho e lhe perguntaste como era a vida antes de haver a TV. Na tua cabecinha eu era um ser ATV (antes da televisão) e tu, uma DTV (depois da têvê), da mesma forma que eu era um ADI (antes da internet) e tu, uma DDI (depois da internet). Mais admirada ficaste quando te disse que em Cabo Verde a TV era coisa recente, que só tinha aparecido três anos antes de teres nascido… e a preto e branco!

 

Uma outra vez ficaste a olhar para mim, nesse teu jeito sisudo, quando te disse, meio a brincar, meio a sério, que se os rapazes te convidassem para sair e não te tratassem com o mesmo respeito e a mesma delicadeza com que o teu pai e os teus irmãos te tratavam não devias ir com eles. Pois…

 

Hoje reencontrei, perdido na minha memória, um livrinho que vi pela primeira vez na montra da Papelaria de Toi Pombinha, em São Vicente, era eu rapazinho, livrinho esse que marcou a adolescência e a juventude dos rapazins e das menininhas de Soncente nos anos sessenta do século XX. Queria partilhar contigo… txan-txan-txan-txan (sonoro dos filmes)… As 100 mais lindas cartas de amor ou O livro dos namorados (secretário completo dos amantes), Declarações de Amor, Cartas Amorosas, Correspondência Secreta, Linguagem das Flores, etc.

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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