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RIP grande Vário

Brito-Semedo, 3 Set 17

 

 

 

Numa iniciativa conjunta da Rosa de Porcelana Editora e a  ALAIM – Academia Livre de Artes Integradas do Mindelo, foi assinalado em Mindelo o 80.º aniversário de João Manuel Varela, cientista, professor e escritor natural da ilha de São Vicente, com uma homenagem presidida pelo Presidente da República. João Manuel Varela, que já tinha sido condecorado com a Ordem do Dragoeiro, foi distinguido pelo Presidente da República com a Medalha de 1.ª Classe de Mérito, a título póstumo.

 

Se a homengem foi bonita, a Sessão da Confraria do Arco, que se seguiu, foi uma festa. Os ecos bateram nas rochas do Arquipélado irmão dos Açores e voltaram pela boca do Poeta António de Néveda, sobrinho do Vário.

 

Confraria do Arco na Marina.jpg

Confraria do Arco na Marina em homenagem ao grande Vário. Foto Kiki Soulé

 

António Neves (Sobrinho) – O feedback que tenho em relação à Homenagem, de todos e em especial do meu pai, é de que se tratou dum belo momento onde a arte esteve presente!

 

Foi o que eu também fiz, com o sentir do cabo-verdiano, como quem recebe uma encomenda, uma jóia (se a minha avó, Bia Didial, estivesse ao meu lado ela corrigia-me, prontamente, não se diz encomenda, trata-se de "um sinal d'amor"). Estar presente, sim! Embora distante aqui mais a norte do Mar de Sargaços, fiz questão de estar presente em todos os sentidos, acima de tudo, espiritualmente!

 

Partilho um belo instantâneo que recebi da Diva, uma irmã do peito.

 

Ela disse-me que escolheram a Baía como cenário "pa trá boca d'morto"! RIP grande Vário.

 

E eu não resisti, a título de inconfidência, de lhe deixar a seguinte msg: Os "rapazes" presentes que me desculpem, mas a pedra de toque, o segredo, era a presença dela a embelezar a imagem, "a" refrão da flor a encantar a canção!

 

António Manuel (Irmão) – Este é quadro que mecere uma moldura que a dignifique, para que a Grande Homenagem ao Djom, proferida por Brito Semedo, Lelela, seja sempre lembrada. Beijos e abraços.

 

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Antonia Pusich1.jpg

 Antónia Gertrudes Pusich, São Nicolau, 1805-1883

 

 

Antónia Gertrudes Pusich, conhecida como “grande escritora, jornalista, música e ‘feminista’ portuguesa”[1] do século XIX, é, na verdade, natural de Cabo Verde, ilha de São Nicolau, onde nasceu a 1 de Outubro de 1805, e quinta filha de António Pusich, que foi Intendente da Marinha e Governador-Geral de Cabo Verde.

 

Em 1801 António Pusich fora nomeado Intendente da Marinha de Cabo Verde, o único intendente que o arquipélago de Cabo Verde alguma vez teve, mudando-se para as Ilhas, onde lhe nasce a filha Antónia Gertrudes. Terminada a sua comissão como intendente da marinha em 1811, Pusich volta a Lisboa, prosseguindo dali para a Corte, na altura sediada no Rio de Janeiro.

 

Posteriormente Pusich foi nomeado Governador-Geral de Cabo Verde, entre 1818 e 1821, ficando o seu nome ligado à ilha de São Vicente ao rebatizar, em 1819, a Aldeia de Nossa Senhora da Luz com o nome de Vila Leopoldina (em homenagem à Dona Maria Leopoldina, Arquiduquesa de Áustria e primeira esposa do imperador D. Pedro I e Imperatriz Consorte do Império do Brasil de 1822 até sua morte em 1826).

 

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