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A literatura cabo-verdiana, com reconhecida qualidade, sempre produziu um número reduzido de obras literárias enquanto tais. Desde os seus primórdios ela preferiu apoiar-se na imprensa periódica – revistas e folhas literárias – e, apesar do facto de no período pós-independência se ter dado um grande impulso à publicação de livros, continua a desenvolver um papel importante, sobretudo na descoberta de novos valores.

 

Entre a temporalidade visada pelo livro e o efémero que é o destino do jornal, a revista representa a continuidade do social que, ao mesmo tempo, ajuda a moldar.

 

É propósito deste trabalho lançar uma visão diacrónica sobre a imprensa cultural e social produzida em Cabo Verde indo ao “umbigo” e à ilha de São Nicolau, percorrendo um horizonte temporal que vai de 1901 até aos nossos dias, pouco mais de um século.

 

Por uma questão metodológica e prática, essa imprensa foi organizada em (i) Almanach e revista A Esperança; (ii) órgãos literários e culturais; (iii) órgãos socioculturais regionais e (iv) órgãos socioculturais femininos.

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Sendo nós originários das ilhas e vivendo em meios pequenos e, convenhamos, acanhados, onde a relação de parentesco é uma teia emaranhada, por vezes complexa, sem a possibilidade de anonimato e onde a vida e as estórias das pessoas e das famílias são praticamente do domínio público, os leitores são facilmente levados a identificar as narrativas e as personagens de qualquer obra literária, forçando-as e ou colando-as mesmo a pessoas concretas e a factos do seu conhecimento. Chamo a este tipo de personagens de “personagens vivas”, porque autênticas, podendo existir fora da obra e com elas tropeçar-se na rua, salvo seja.

 

 

Sobre meios pequenos, meios grandes, meios acanhados, recomendo dois belíssimos textos de Manuel Lopes – Os Meios Pequenos e a Cultura, Açores, 1951[1], e “Reflexões sobre a Literatura Cabo-verdiana ou A Literatura nos Meios Pequenos”, in Colóquios Cabo-verdianos, Lisboa, 1959[2].

 

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