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Era uma vez um m’nine-andêje e traquinas que se fez homem e marinheiro na terra-longe, nas sete partidas do mundo, e voltou para se fixar na sua ilha do Porto Grande – viver na Praia é apenas uma variável dependente e contingencial determinada por um amor de bidjiça. Mas a culpa não morreu solteira!

 

Esse m’nine-ôme faz de conta e relata as estórias vividas, presenciadas e ou que lhe foram sendo contadas e consegue deixar-nos suspensos entre a realidade e a imaginação, entre a verdade e a ficção, separadas por uma linha muito ténue da fantasia.

 

Quando m’nine na escola-de-rei ficou com a minha professora da 1.ª e 2.ª classe, a Menina Lourdes Matos Serradas, e éramos rivais no futebol. Ele, um fominha de bola e ferrenho adepto do Clube Sportivo Mindelense, mais por causa do Pai, o Ti Djô Figueira, seu eterno Presidente, e eu, do Grémio Sportivo Castilho, uma opção natural para quem era da Chã de Cemitério, onde ficava a sede do clube. Aos dezassete/dezoito anos, o destino passou-nos calaca e deu-nos rumos diferentes. Andêje, ele foi correr mundo e eu, lofa, optei por criar o mundo na imaginação dos livros e da espiritualidade.

 

O Sol girou óne-de-riba-d’óne à volta da terra e, um dia, voltamos a encontrar-nos na nossa cidade do Mindelo.

 

E é este homem que me dá a honra de ser nha bróda – Tchalê Figueira, m’nine-andêje de ponta-de-praia, artista e ôme-de-stórias.

 

Moro nesta ilha há mais de cinquenta anos & outros contos é um livrin bunzin i bnitin com treze contos curtos que me suscitam breves anotações, procurando seguir a classificação proposta por Érica Antunes no seu prefácio e a ver se identifico as personagens nas pessoas da nossa m’ninênça:

 

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"O Escravo" de Evaristo d’Almeida

Brito-Semedo, 31 Mar 16

 

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O autor de O Escravo, o primeiro romance de temática cabo-verdiana, publicado em 1856, é, no mínimo, uma figura intrigante, já que a sua vida e obra são pouco ou nada conhecidos. Senão, vejamos em meia dúzia de notas aqui alinhavadas:

 

1. José Evaristo d’Almeida é português reinol cujas origens e data de nascimento e morte continuam sendo desconhecidas. Sabe-se que foi escrivão, funcionário da Fazenda, colocado em Cabo Verde, segundo João Nobre de Oliveira, pelo menos desde 1 de Julho de 1844, data da sua nomeação como Oficial da Contadoria Geral de Cabo Verde. Em 1849 foi eleito deputado por Cabo Verde às cortes de Lisboa. Constituiu família e deixou descendência na ilha Brava. Colocado na Guiné, viria ali a falecer (conferir A Imprensa Cabo-verdiana, 1998).

 

Segundo Turíbio Hamilton Pinheiro, um bravense a viver em Portugal, "para além dos dois descendentes de José Evaristo d’Almeida, citados nos dados biográficos fornecidos a página 9 de O Escravo, edição de 1989 [Silvestre Pinheiro Faria, falecido em 1993, e Amiro Pinheiro Faria, mais Maria Faria Brito (Professora Biá) e Vicente Pinheiro Faria, falecido em 2013, trinetos], encontram-se, felizmente, por esse mundo fora, muitos descendentes desta interessante figura que passou por Cabo Verde. Uns, em Cabo Verde, mas a maioria, nos Estados Unidos da América" (conferir o blogue Esquina do Tempo, de Brito-Semedo, Outubro de 2013).

 

2. Das suas actividades de literato tem-se também informações escassas. Sabe-se que Evaristo d’Almeida foi redactor do Boletim Official do Governo Geral de Cabo-Verde (fundado em 1842), com colaboração na secção Interior, “Parte não Official”, que incluía notícias diversas, anúncios particulares, crónicas, poesia e ficção, esta, em forma de folhetim.

 

Em Feverereiro de 1852 José Evaristo d’Almeida editou em Lisboa uma brochura de oito páginas, na verdade, um longo poema de 223 versos, Epístola a ***, no qual faz referências e comentários sobre a sua vivência em Cabo Verde:

 

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