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VIVA DJOSA

 

"Saudades. Saudades de mim mesmo". Escreveu Djosa no livro que a Rosa de Porcelana acaba de editar, Djosa. Terra, Pão & Mar, e que será apresentado como foi vontade deste saudoso amigo, na próxima quarta-feira, 21 de Dezembro, às 17H30, no Auditório do BCA/Garantia/Promotora em Chã d'Areia, Praia.

 

Ocasião também aproveitada para se fazer uma exposição de pintura do Djosa.

 

Juntem-se todos a nós nesta esta grande homenagem ao "nosso" Djosa Gomes.

 

 

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O Seminário-Liceu de S. Nicolau

Brito-Semedo, 12 Dez 16

 

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Como cabo-verdiano e patchê refiro-me, bastas vezes, por escrito e em conversa, ao Seminário-Liceu, por variadas razões, entre as quais a de sermos o que somos, bastante sui generis, no mundo lusófono, no contexto da colonização, do povoamento e da cultura, sem esquecer que o crioulo se inventou em Cabo Verde. Digo sui generis porque o cabo-verdiano nasceu do chamado melting pot de povos de várias origens e culturas, africanos e asiáticos trazidos à força, europeus - alguns destes, cristãos-novos (judeus) com cultura e saberes, fugindo à Inquisição - num ambiente pobre que, pela irregularidade das chuvas e ausência de riquezas naturais como ouro, marfim e especiarias, não permitia a grande exploração agrícola e fixação de estruturas reinóis de domínio como aconteceu na Guiné, S. Tomé, Angola, Moçambique e Timor. A seca, a fome, o vento leste, o mar, o paludismo e a ausência de recursos naturais foram factores que condicionaram a sua existência. Outrossim, como a população de Portugal era pequena nessa época, desistiram do seu povoamento como se fez nos Açores e na Madeira com reinóis e outros europeus, e, para a sua sobrevivência, esses povos levados para Cabo Verde e deixados quase ao deus dará, condicionados pelo prazer que une os corpos e o sofrimento comum que aproxima as almas, pondo de lado preconceitos, entrelaçaram-se, criando uma nova sociedade, originando o cabo-verdiano, que não existia antes, por os descobridores portugueses terem achado as ilhas desabitadas. Como o colonialismo é a sobreposição violenta de uma cultura por outra, o que não aconteceu em Cabo Verde, primeiro por as ilhas não serem habitadas aquando do seu achamento, depois, porque a sociedade cabo-verdiana que entrementes se constituiu não o permitiu, até porque as ascensões sociais do escravo foram mais por alforrias. Como escreveu Almerindo Lessa, a miscigenação foi uma necessidade histórica, considerando o mestiço alguém que favoreceu o património genético do homem, portanto, um “método positivo na dinâmica das populações”. Por outro lado, a Igreja, para evangelizar, necessitava que as pessoas tivessem o mínimo de instrução, soubessem ler e escrever, fazer os trabalhos domésticos e a lavoura, a chamada ladinização do escravo, empenhando-se muito mais do que o poder civil nessa missão, dado que o padre formado no Seminário-Liceu, quando ia para a sua paróquia, além de ensinar o Evangelho ensinava a ler e a escrever. 

 

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