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Isto não é nada do que parece. Aconteceu há muitos anos atrás, num lugar pequenote à beira-mar. Naquele tempo, assistia-se na Kayeta a uma verdadeira guerra de trincheiras entre os negociantes da boca do porto e as gentes do padre de Riba da Achada. A sociedade local reunia-se na modesta taberna de Tabugal, no centro da Rua Larga, na descida da igreja matriz. Num belo dia do tempo mais quente, convidaram Akintola, um bonito rapaz, cavaleiro de índole vulcânica, para passar uns dias de férias com eles ali nessa banda calma e fresca do litoral-acima da Ilha. O recém-chegado, que andava na casa dos vinte, transformou-se em peão nos jogos da época. O facto é que, por uma ou outra razão que nunca se soube ao certo, ele deixou-se ficar por ali. Passados mais de trinta anos, Akintola (já um homem idoso) continuava a pensar naquilo. Certa vez, acordando em sobressalto, decidiu que iria poemar e romancear sobre as coisas do seu tempo. Para escrever as suas memórias, nhu Akin procurava alguém que o auxiliasse enquanto assistente particular, cuja missão era descobrir a razão por que um homem grande desse vilarejo pacato se tinha suicidado, justamente no dia em que ele chegou ao vilarejo. E assim, repentinamente, a desaforada Naia, afilhada da Tabugal, entraria em cena, rompendo tal sombra escura do passado. À letra, é isto um relato romanesco sobre o poder de boatos se transformarem em factos.

 

 

Título: A Ponte de Kayetona

Autor: Eurydice

Editora: Pedro Cardoso Livraria

Ano: 2016

 

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1 comentário

De Andre Silva a 11.11.2016 às 00:44

Gostaria de assistir o lancamento do livro, com muita pena estou nos Estados Unidos. Sou o Autor do Livro "Nostalgia"

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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