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Mensagem de S.E. Senhor Presidente da República, Dr. Jorge Carlos Fonseca, transmitida em vídeo durante a abertura do XI Congresso de Lusitanistas em São Vicente, 21-25 de Julho de 2014 – Universidade de Cabo Verde

 

 

É com imensa satisfação que, na qualidade de Presidente da República de um país-porção do mundo lusófono, dirijo esta mensagem a tão ilustre assistência de investigadores e académicos da lusofonia.

 

Aproveito a oportunidade para felicitar a Associação Internacional dos Lusitanistas pela realização destes congressos que são hoje acontecimento académico internacional de grande destaque, bem como a Universidade de Cabo Verde que acolhe a sua XI edição e que cumpre, assim, a sua relevante função social de formação e de expansão de fronteiras culturais. Estamos certos de que estes dias passados na emblemática ilha de São Vicente prestar-se-ão a um intercâmbio vivo e carregado de valor, corolário deste património colectivo que é a língua portuguesa.

  

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De facto, talvez de modo antes inimaginável, a língua portuguesa vem ganhando além de seus habituais intérpretes - hoje mais de 200 milhões -, outros protagonistas; e fazer desta pátria (como chamou Pessoa) um instrumento comum para os estudos e a investigação, expõe o que de mais denso alcança uma língua oferecer: a comunicação entre diferentes perspectivas teóricas e peculiares olhares sobre uma mesma e rica diversidade.

 

Nesta linha, minha presença aqui hoje - ainda que em moldes diferentes, por absoluta impossibilidade de fazê-lo de modo material - mais do que um mero gesto de cortesia, é uma atitude que se quer seja interpretada como sendo de reconhecimento à Associação Internacional de Lusitanistas que, desta forma, une centenas de pessoas e concede um importante estímulo à compreensão da e na língua portuguesa. Abre-se, assim, uma excelente oportunidade para que um amplo público tenha contacto com o que de mais actual se está a produzir, nas mais diversas áreas, no espaço da lusofonia e para que o estudo das culturas lusófonas vá granjeando, no espaço académico e científico, a necessária relevância e interesse. 

 

Termino agradecendo a disponibilidade e a atenção por estas palavras singelas e deixo meus mais sentidos votos de uma excelente jornada. Estou certo de que o meu país, a cidade de Mindelo e as suas gentes, sempre abertos à permuta, - resultados dela, aliás, - estarão felizes por receber tão ilustres convidados e que a força cultural desta Nação de raízes profundas e a sua morabeza se farão grandes nestes dias de partilha.

 

Muito obrigado.

 

 

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1 comentário

De Djack a 01.08.2014 às 17:36

Pelos vistos, grandes dias de trabalho e partilha, em volta do que mais une as gentes da Europa, África, Ásia, América e Oceânia que falam a língua daquele rapaz que salvou o poema nacional enquanto nadava; e a daquele outro que escrevia em pé e era amigo do primo Basílio e do conselheiro Acácio; e a daquele que entre um copo de vinho e outro de ginja escrevia mensagens; e a daquele que mora para os lados do Alto de Santo António e evitou a desgraça financeira do Napumoceno da Silva Araújo; e mais a daquele que costuma repousar debruçado da varanda do Franjipani; e a daquele que inventou o agente secreto Jaime Bunda; e ainda a do tal que olhava para os lírios do campo; e... enfim... de muitos outros, até do autor deste blogue, obviamente.


Braça de escrita sempre a aviar,
Djack

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