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Codé di Dona em Notas do BCV

Brito-Semedo, 22 Dez 14

 

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Edifício do Banco de Cabo Verde, Praia

 

Louvo a iniciativa e felicito o Banco de Cabo Verde pela nova família de notas que dá corpo ao seu propósito de “destacar grandes figuras da história de Cabo Verde ligadas à música, à poesia, à literatura e à política”, pondo em evidência “elementos culturais e do desenvolvimento do país nos últimos anos em diferentes sectores de actividades”.

 

Esta nova série, de que agora se apresenta Codé di Dona e Teixeira de Sousa, integra ainda as notas de quinhentos escudos, em homenagem a Jorge Barbosa, um dos fundadores do movimento literário ‘Claridade’; de dois mil escudos, em homenagem a Cesária Évora, a “Diva dos Pés Descalços”; e de cinco mil escudos, em homenagem a Aristides Pereira, primeiro Presidente da República de Cabo Verde.

 

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Codé di Dona, Músico e Compositor Santiaguense

 

De seu nome próprio Gregório Vaz, nasceu na localidade de Chaminé, São Domingos, ilha de Santiago, a 10 de Julho de 1940.

 

Considerado como uma das figuras incontornáveis do funaná, género musical outrora confinado à ilha de Santiago e hoje com ressonância universal, Codé di Dona nasceu no concelho de São Domingos e viveu sempre na localidade de São Francisco, no mesmo concelho onde nasceu e viveu outro expoente da música cabo-verdiana, Ano Nobu.

 

Profissionalmente sempre ligado à agricultura e ao pastoreio, reformado como guarda-florestal, Codé di Dona compôs temas clássicos do repertório nacional cabo-verdiano, como "Febri Funaná", "Fomi 47", "Praia Maria", "Yota Barela", "Rufon Baré" e "Pomba", entre dezenas de outros. Codé di Dona emocionou os cabo-verdianos com a singularidade das suas melodias e a poesia das suas letras. A composição "Fomi 47", por exemplo, refere-se a uma das realidades históricas mais marcantes de Cabo Verde: a estiagem de 1947, a fome e a emigração para São Tomé e Príncipe. A imagem da partida do navio "Ana Mafalda" faz parte do imaginário colectivo dos cabo-verdianos, sendo essa música entoada, como um hino, pelos seus vários intérpretes.

 

Codé di Dona era também exímio tocador do acordeão (ou gaita), a concertina, um dos instrumentos paradigmáticos do funaná, a par do ferrinho. Nessa qualidade de instrumentista, Codé di Dona gravou dois álbuns: o primeiro, "Kap Vert", em 1996, e o segundo, em 1998, "Codé-di-Dona" que foi disco de ouro em Portugal nesse mesmo ano.

 

Codé di Dona actuou nos principais palcos de Cabo Verde, mas também andou pela Europa, nomeadamente em Portugal, França e Suíça. A sua música faz parte da discografia dos Bulimundo, Finaçon, Simentera, Zeca di Nha Reinalda, Lura e Mário Lúcio Sousa, entre outros. (Fonte: Wipidédia)

 

Falecido a 5 de Janeiro de 2010, Codé di Dona foi homenageado em selo em 2012, na colecção “Músicos e Intérpretes”, juntamente com Manel d’Novas, Pantera, Ano Nobu, Ildo Lobo e Renato Cardoso. Pelas mãos do BCV é agora nota de 1.000$00.

 

[...]

 

 

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2 comentários

De Anónimo a 24.12.2014 às 12:17

Code de dona morreu a 5 de janeiro e foi a enterrar no dia 6 de janeiro

De Brito-Semedo a 24.12.2014 às 13:53

Obrigado pela sua chamada de atenção. Um abraço e votos de um Feliz Natal!

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