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Poesia da Guiné-Bissau

Brito-Semedo, 5 Set 15

 

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A poesia foi a primeira e, durante muito tempo, a única forma de expressão literária contemporânea da Guiné-Bissau. Ela surge nos anos de 1940 do século XX como poesia de combate, incitando à luta de libertação. Vasco Cabral, António Baticã Ferreira e Amilcar Cabral fazem parte desta geração de poetas independentistas.

 

Com a independência do país, surge uma vaga de jovens poetas, entre os quais se destacam Agnelo Regalla, António Soares Lopes (Tony Tcheca), José Carlos Schwarz, Hélder Proença, Francisco Conduto de Pina, Félix Sigá, cujas obras impregnadas ainda de espírito revolucionário, manifestam um caráter social. O colonialismo, a escravatura e a repressão são temas desses autores que, no pós-independência imediato, apelam para a construção da Nação e invocam a liberdade.

 

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 Membros da Associação de Escritores da Guiné-Bissau, Foto 2013

 

O desencanto do pós-independência fez com que a euforia revolucionária cedesse lugar à uma poesia mais pessoal, intimista, internacional, com utilização de léxico inglês, e com a deslocamento dos temas Povo-Nação para o Indivíduo. Entre os seus autores encontram-se: Hélder Proença, o ex-pós-independista Tony Tcheca, Félix Sigá, Carlos Vieira, Odete Semedo. Leia-se trecho de “Batucada na noite”, de Tcheka: “ … aqui há funky/há merengada/ e antilhesas na madrugada”.

 

Embora o português seja a língua que prevaleça na poesia guineense, o recurso ao crioulo é cada vez mais frequente, quer pela escrita em crioulo propriamente dito, quer pela utilização de termos e expressões crioulas em textos em português.

 

Fonte: Sibila, Revista de poesisa e crítica literária

 

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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