Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

 

Aurélio Gonçalves.jpeg

 

 

Há cerca de 60 anos nascia Pródiga, a primeira novela de António Aurélio Gonçalves (Mindelo, 1901 - 1984), lançada na Noite de Vento, juntamente com as outras oito irmãs, a seguir à morte do autor, em 1985, por Arnaldo França.

As duas efemérides, publicação da Pródiga (1956) e Noite de Vento (1985), constituem motivação para uma revisitação, melhor seria uma peregrinação, aos lugares do Mindelo de António Aurélio Gonçalves, escritor que, por mais tempo e melhor soube escrever sobre a alma mindelense.

 

Cara leitora, caro leitor, não tenha pressa, encoste-se aqui ao Esquina do Tempo ou arranje um mocho para se sentar. Espere um pouco, entretenha-se ou vá tomar um vento na Placa, lá para os lados do Castilho. Vou ali e já volto.

 

Vista Mindelo.jpg

Vista da cidade do Mindelo

Autoria e outros dados (tags, etc)

4 comentários

De Valdemar Pereira a 23.02.2015 às 10:13


Agora não faço cerimónia como fazia muito tempo, Caro Amigo. Nem podia parar porque o tempo era contado pelos Pais que não permiatiam aos seus filhos estar na rua sem nada fazer. A estôrias eram ouvidas à noitinha em casa.
Quando garoto, na nossa Chã, via de longe a correria dos meninos à volta das duas esquinas mais populares, onde se reuniam. Queria ali estar também mas ouvia sempre "mnine não sai à rua a essas horas". Então sonhava com coisas, algumas dessas mesmo que passam por (essa) "Esquina" (de todos os tempos).
Devera , ca tem piada de passá sem dzê nada má ta restá aquele sentimente do que vivê diazà.
Hoje tenho que reagir ao ver a referência ao nosso inesquecido professor com a sua "Pródiga" que vai ser a estória desta noitinha.
Boa Semana com braças e mantenhas.

De Adriano Miranda Lima a 23.02.2015 às 13:40

Evocar Aurélio Gonçalves e a sua obra é como manter Mindelo acordado e iluminado com todas as nossas lamparinas, a mais luminosa delas a do nosso saudoso nhô Roque. Por acaso, tenho a novela "Noite de Vento" na estante. Pródiga também já tive, mas a minha  antiga vida de cigano fê-la extraviar-se. Mas tem-na a biblioteca municipal onde vivo.

De José F Lopes a 24.02.2015 às 11:29

Embora não tenha sido meu professor Recordo-me do Nho Roque, um intelectual do povo. Vivia no seio do povo talvez para obter inspiração para a sua escrita. Para mim era um filósofo e faz parte da plêiade de grandes homens que CV teve no século XX 

De Valdemar Pereira a 24.02.2015 às 20:37

José,
Confirmo a apetência deste nosso ilustre conterrâneo para viver com o povo onde procurava a inspiração. Tive-o como professor durante um ano escolar e, uma vez por trimestre, logo de entrada, ditava o "resumo" (Revisão da matéria dada) e convidávamos a contar estórias, não fugindo à sua vez.
Lembro-me de um dia ter dito a um praiense que não acertava nada com a língua de Victor Hugo, a propósito de uma conversa extra: - "O teu professor de Francês deve ser Nh'Antonha Tota ".

Comentar post

Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

Comunidade

  • joão

    Amigo de Mindelo, sabe "o que é ser inventor"? Enc...

  • Sandro

    Amei esse "BAÚ" só tem preciosidade! 

  • Gilson

    Musicas muito bonitas, acho muito legal musicas ap...

Powered by