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Neste livro discute-se a contraposição entre a religião e a modernização societal, tomando como foco a modernização em África, mais concretamente, o caso de Cabo Verde. Inscrito numa perspetiva de investigação sociológica sobre a problemática do catolicismo cabo-verdiano contemporâneo. O livro procura compreender como a Igreja Católica de Cabo Verde, na pessoa do seu corpo administrativo, se posicionou publicamente quando a administração das ilhas passou para os agentes mais poderosos do processo nacionalista cabo-verdiano em 1975, perante o processo de implementação do regime democrático pluralista e na circunstância dos processos eleitorais de 2001. Assim, delimita-se como objetivo central o exame dos posicionamentos que o Governo da Diocese assumiu publicamente perante momentos de mudança política de relevância estrutural e simbólica para o universo da vida social em Cabo Verde, com o propósito implícito de averiguar a inteligibilidade dos mesmos.


A metodologia adotada para a persecução dos objetivos traçados buscou a compreensão e a interpretação do fenómeno em estudo e abraçou uma postura analítica e de reconstrução de sentido. Assumiu como recursos para o levantamento de dados a pesquisa e a análise documentais e os inquéritos por entrevistas do tipo semiestruturadas, com base nos quais foi possível descortinar o caráter construtor da realidade desses posicionamentos, enquanto seleções comunicativas.


A metodologia adotada para a persecução dos objetivos traçados buscou a compreensão e a interpretação do fenómeno em estudo e abraçou uma postura analítica e de reconstrução de sentido. Assumiu como recursos para o levantamento de dados a pesquisa e a análise documentais e os inquéritos por entrevistas do tipo semiestruturadas, com base nos quais foi possível descortinar o caráter construtor da realidade desses posicionamentos, enquanto seleções comunicativas.

 

Deste modo, como uma das principais constatações deste livro destacamos que a construção do moderno espaço público cabo-verdiano, erigido quando os partidos políticos emergiram como os exclusivos e principais agentes sócio-transformadores, processo que excluiu as confissões religiosas do centro de decisões político-administrativas do arquipélago, possibilitou o reforço da autonomia e independência da Igreja Católica de Cabo Verde e permitiu ao seu governo assumir publicamente posições diversas perante as mudanças políticas que marcaram Cabo Verde entre 1975 e 2001. Este, nesses posicionamentos, respeitou meramente os critérios portadores de sentidos exclusivos ao seu âmbito operacional de referência - o sistema parcial de função religiosa - evidenciando uma autonomia que, mesmo tendo convergido em determinadas circunstâncias os seus interesses com alguns interesses políticos, não atualizou nem a aliança sagrada do período colonial nem edificou uma nova.

 

 

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