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António Pedro (Costa) Visto Deste Lado

Brito-Semedo, 24 Ago 14

 

 António Pedro 1.jpeg

 

 

A João Branco, Homem do Teatro Cabo-verdiano,

por ocasião do 20.º aniversário do Mindelact

 

 

Existe um grande mérito em não se esquecer os quer depois de mortos ainda falam. O nosso mui ilustre poeta José Lopes,num seu ensaio intitulado “Os Esquecidos” afirma que “a Indiferença, a Ingratidão e o Esquecimento (activo) é um dos maiores defeitos do Homem e dos Povos ou Nações [..]. Todavia (ainda bem!), há países que o austero Tribunal da História isenta, comparativamente e em regra, de tais crimes”[1].

 

Cabo Verde está na via da Memória e este acto singelo de homenagem a António Pedro, comemorando o vigésimo aniversário da sua morte[2], fala por si.

 

Neste processo de gratidão e de memória, o Simpósio sobre a Cultura e a Literatura Cabo-verdianas, realizado no Mindelo em Novembro de 1986, constitui um marco de justiça e uma grande prova de apreço e de carinho às proeminentes figuras da cultura nacional.

 

A leitura que se faz das lacónicas informações disponíveis sobre a naturalidade de António Pedro é que uma mera circunstância tê-lo-ia feito nascer na Praia a 9 de Dezembro de 1909, no sítio de Laranjo, lugar onde o pai, conceituado comerciante da Praia, teria uma propriedade. Existem, contudo, mais e esclarecedoras informações.

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