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Homenagem ao Bana

Brito-Semedo, 15 Jul 13

 

Homenagem do Povo do Mindelo ao BANA, ainda a acontecer na Praça Don Luiz.

 
Foto Jason Mascarenhas, Mindelo

 

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Palavras Proferidas Hoje em Lisboa pelo Presidente da República em Homenagem ao BANA, na Missa de Corpo Presente

 

"O desaparecimento físico de Adriano Gonçalves representa, sem dúvida, uma perda importante para a família e para os amigos. A esposa, os filhos e demais familiares bem como as outras pessoas que com ele conviviam, não mais poderão contar com as suas palavras, os seus gestos, o seu afecto.

 

Da relação de que se alimenta no dia-a-dia das pessoas, especialmente das que têm uma proximidade maior, Bana já não poderá participar. Os que lhe são próximos não poderão mais contar com a sua presença física, com  a sua convivência. A saudade, este estranho e poderoso sentimento, que foi tão bem cantado por Bana, ao mesmo tempo que suaviza a dor, alimentará o sofrimento que a morte sempre carrega.

 

Sim. Para os próximos, a perda é irreversível.

 

Mas para Cabo Verde, para a Cultura da qual ele foi um dos seus expoentes máximos, poder-se-á falar em perda? Entendo que não. Mesmo que por hipótese todo o registo de imagem e som do longo, rico e diversificado percurso de Bana desaparecesse, ainda que, por absurdo, fossem apagados da memória dos cabo-verdianos, a figura, a arte, a emoção que ao longo de muitas décadas esse Homem carregou, encarnou, recriou, a perda não se consumaria.

 

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Morreu o Rei da Morna

Brito-Semedo, 13 Jul 13

 

 

 Adriano Gonçalves, Bana

 

Mindelo, 5 de Março de 1932 - 12 de Julho de 2013

 
Bana começou a cantar ainda muito novo nos botequins do Mindelo, depois em Dacar e em França, antes de fixar residência em Portugal, onde se consagrou como o “rei da morna”.

 

Nos seus mais de 70 anos de carreira, gravou mais de 50 LP e viajou pelos quatro cantos do mundo a encantar os amantes da música cabo-verdiana.

 

Dentre a sua discografia, destacam-se “Canto de Amores” (2006), “Livro Infinito” (1999), “Bana – A Voz de Cabo Verde” (1991), “Perseguida” (1989), “Gira Sol” (1988), “Grito d’Povo” (1985), “O Encanto de Cabo Verde” (1982) e “Morabeza” (1981).

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Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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