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 - Arsénio Fermino de Pina, Pediatra cabo-verdiano e sócio honorário da Adeco (Associação da Defesa do Consumidor)

 

Médicos e juristas de outrora concordaram numa distinção entre distúrbios neurológicos (problemas do cérebro) e distúrbios psiquiátricos (problemas da mente). Hoje em dia não faz sentido essa separação porque se pensa haver uma base física (biológica) para os problemas da mente. O que teria levado a essa viragem de culpa para a biologia? Talvez tenha sido a eficácia dos tratamentos farmacêuticos: a depressão costuma desaparecer com terapêutica com fluoxetina, a esquizofrenia controlada com risperidona e a mania reage ao lítio.

 

Embora as novas técnicas de imagens aplicadas ao cérebro tenham ajudado muito a compreender o seu funcionamento, devemos saber que num milímetro cúbico de tecido cerebral existem cerca de cem milhões de ligações entre neurónios, o que as novas técnicas de imagiologia ainda não conseguem visualizar. À medida que formos aperfeiçoando as técnicas de medição dos problemas cerebrais, poderemos vir a descobrir que certos tipos de mau comportamento têm uma explicação biológica importante, como aconteceu com a esquizofrenia, a epilepsia, o parkinsonismo, a depressão e a mania.

 

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 - Arsénio Fermino de Pina, Pediatra cabo-verdiano e sócio honorário da Adeco (Associação da Defesa do Consumidor)

 

O estudo de situações patológicas e traumáticas que afectam o cérebro ajuda-nos a compreender melhor as funções cerebrais. Eis algumas.

 

Charles Whiteman subiu ao topo da torre do último andar de uma universidade do Texas e daí liquidou, a tiro, os estudantes e turistas que avistava. Tinha sido escuteiro, fuzileiro naval, bancário e detentor de um QI elevadíssimo. Morto pela polícia durante essa tragédia, foi autopsiado; o seu cérebro continha um tumor de pequena dimensão que invadira o hipotálamo e comprimira a amígdala, regiões que regulam a emoção, sobretudo no capítulo do medo e da agressividade. Uma amiga confessou depois que, nos últimos tempos, dava a sensação de instabilidade e que estava a tentar controlar algo dentro dele. Presume-se que esse “algo” fosse a sua colecção de programas coléricos e agressivos.

 

Será que Whiteman, se não fosse morto, poderia ser considerado imputável no julgamento, tendo-se diagnosticado o tumor? Até que ponto é que uma pessoa está em falta se o seu cérebro apresenta uma lesão que não foi escolhida por ela? Afinal, não somos independentes da nossa biologia. Cadê do livre-arbítrio (a capacidade de actuação sobre as coisas do mundo por iniciativa própria) nessas situações?

 

Alex começou a ter preferências sexuais esquisitas, ao contrário da sua norma. Passou a coleccionar pornografia infantil, revistas e fotos pornográficas e a procurar prostitutas. A mulher resolveu levá-lo ao médico de família, que o encaminhou a um neurologista, tendo este descoberto, por exames complementares, que tinha um tumor cerebral no córtex frontal. Removido o tumor, Alex retomou a normalidade.

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