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As Pirinhas-das-Ilha

Brito-Semedo, 10 Mar 17

 

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Para ti, Mulher

 

 

Nestes últimos dias tenho andado com saudades e às voltas com as pirinhas-das-ilha da nossa infância.

 

Vamos lá a ver se encontro alguma dessas pirinhas neste meu bolso sem fundo e no meio destas tralhas todas que são a minha memória – botões, pratins (caricas) e bolinhas de vidro para jogo de berlinde, tiras de borracha para fazer forquilha, cordel para apanhar pardal, giz para desenhar no passeio, fio de nylon para pescar e outras coisas mais.

 

As imagens e o sabor chegam-me desfocados, porque de há quase sessenta anos!

 

Para a precisão das informações e afinação das imagens desse tempo de diazá recorro normalmente ao meu amigo Valdemar Pereira, a viver em Tours, França, que foi colega da minha Mãi Xanda. Sim, esse mesmo, o Val do Nhô Hermínio e Nha Maninha, que moravam na casa de esquina na rua por trás da minha, do lado contrário da Nha Tereza. Lembras-te, Tchalê?! Pois, fui-lhe bater à porta/e-mail de novo.

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Meu Avô Cabrêr – Estória

Brito-Semedo, 2 Mar 17

 

Bubista.jpg

 

 

Em memória da Mãi Xanda

 

 

Na estória da família da Mãi Xanda (São Vicente, 1936 – 2009), sempre me intrigou a figura do meu avô, João Fidélis Brito, homem simples e carpinteiro, que não cheguei a conhecer porque faleceu cedo, quando a filha tinha 7 para 8 anos, diazá na munde, nos idos de 1944.

 

Farrapos de memórias desse meu avô chegaram a mim de forma esbatida pela linha feminina, através da minha avó Ma Liza e da minha Tia Tá, na verdade, prima direita mais velha da minha mãe:

 

… Pai que, aos sábados, tocado pela bebida, calcorreava a morada e os bairros todos com a filhinha no catxacin

 

… Carpinteiro conhecido e muito procurado porque bom fazedor de caixão, que levava as sobras de alparca (tecido barato de algodão ou viscose, fino e brilhante), para fazer vestidinhos à filhinha querida …

 

… Carpinteiro que caiu de um primeiro andar na morada, na Rua São João, quando colocava as culmeiras na casa de Nhô Gûste Maderênce, de que viria a falecer com 37 anos …

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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