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Capitão dos mares, só na imaginação

Brito-Semedo, 26 Mai 17

 

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 Veleiro Carvalho

 

 

Sendo Cabo Verde um arquipélago no meio do Atlântico e na intercepção de dois mundos, os poetas tornaram-se marinheiros e navegaram nos rumos longínquos de todos os mares – Capitão dos mares /foi só na imaginação que o fui…/ […] / Era tudo mentira/ dos meus versos/ impossíveis/ da minha fantasia. Capitão dos mares!/ nem sabia navegação – e a temática do mar tornou-se uma obsessão e um fascínio.

 

Apresentamos hoje uma proposta de navegação pelos mares da nossa literatura como se de uma “viagem” pelas ilhas se tratasse, com portos de chegada e de partida.

 

Os portos serão as ilhas dos marcos da literatura, perfeitamente datados, em função das publicações usadas pelas diferentes gerações de escritores.

 

As razões desta viagem surgiram pela necessidade sentida, por um lado, de haver trabalhos de cariz didáctico que possam levar a desenvolver o gosto pelo estudo da literatura cabo-verdiana e, por outro, de proporcionar uma visão e uma leitura próximas da realidade social e sociolinguística das ilhas, conhecidas e vividas por alguém de dentro.

 

Soprando de barlavento, o vento é de feição… e o veleiro lá vai com o rumo traçado através da literatura.

 

E como é bom partir mesmo dentro da nossa fantasia!

 

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“Que o olvido, esse ingrato esquecimento, não apague a sua [Guilherme Dantas] memória”

 

– Hipólito da Costa Andrade, Almanach de Lembranças Luso-Brasileiro, 1888

 

Guilherme Augusto da Cunha Dantas (Brava, 25.06.1849 – 24.03.1888), segundo José Lopes, foi um poeta lírico e romântico, mas como jornalista foi um temível polemista na linha de Augusto Barreto e Eugénio Tavares, além de escrever artigos de crítica literária. Assinava os seus escritos como Guilherme da Cunha ou usava as iniciais "A. C.". Colaborou no Boletim Official, nos jornais Independente (Praia, 1877-1889), de que terá sido um dos fundadores, A Imprensa (Praia, 1880-1881) e A Voz de Cabo Verde (Praia, 1911-1919), neste, postumamente, e no anuário Almanach de Lembranças Luso-Brasileiro (Lisboa, 1851-1932).

 

Coube ao investigador Félix Monteiro (São Vicente, 1909 – 2002) ser o primeiro estudioso, no pós-independência, chamar a atenção, nas suas "Páginas Esquecidas" (Raízes, N.º 21, Praia, 1984), para os escritos de Guilherme Dantas, reproduzindo uma amostra significativa entre poesia e prosa desse jornalista e escritor multifacetado.

 

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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