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Adriano Duarte Silva.jpg

Durante todo o período colonial houve apenas três reitores do liceu cabo-verdianos: Dr. Adriano Duarte Silva, Reitor do Liceu Infante D. Henrique de 1927 a 1929 e de 1933 a 1936; Dr. Baltasar Lopes da Silva, Reitor do Liceu Gil Eanes de 1949 a 1960 e de 1965 a 1969; e Dr. Antero de Barros, Reitor do Liceu Gil Eanes, de 1960 a 1961, com uma média durável de mandato, perto de 40% do tempo total, com o desenvolvimento dessas funções com notório protagonismo de qualquer um deles.

 

Adriano Duarte Silva, Professor liceal

 

Na abertura solene do ano lectivo 1937-1938, o professor Dr. Adriano Duarte Silva proferiu no Liceu Infante D. Henrique a lição inaugural, com o tema “O corporativismo e sua oportunidade histórica”. O Professor justificou perante o Governador da colónia que, “ao contrário do que malèvolamente e com fins inconfessáveis se tem por vezes propalado, não há aqui dentro do liceu, por parte de qualquer dos seus membros, a mais leve animosidade nem a maior resistência à obra do Estado Novo”.

  

Nessa ocasião o ex-reitor estava longe de imaginar que esse mesmo liceu seria extinto daí a poucos dias e que esse “ambiente de franca simpatia e de sincera e consciente admiração” iria ruir.

 

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"Crónicas do Expresso das Ilhas"

Brito-Semedo, 12 Out 17

 

Esquina do Tempo.jpg

A Esquina do Tempo, que começou como Crónicas de Diazá em 2009, fez-se blogue em 2010, produziu Crónicas de Mindelo em 2014, apresenta agora Crónicas do Expresso das Ilhas. Um convite para revisitar a esquina do tempo inicial.

 

Para os meninos da minha infância da Chã de Cemitério, periferia da cidade do Mindelo, ilha de São Vicente – estou a falar dos anos sessenta – as pontinhas (esquinas ou pontas de esquina do nosso bairro) tiveram uma função importante de socialização, de iniciação na vida adulta e de transmissão de conhecimentos, sendo, portanto, suportes da nossa memória tanto colectiva como individual.

 

As nossas brincadeiras da infância ou da meninência estavam praticamente circunscritas a dois grandes largos. Um era o Largo John Miller, que se estendia da estrada, situada entre os clubes de ténis do Castilho e do Mindelo, até à Praça da Salina (Praça Estrela). Do outro lado da estrada ficava o nosso largo, sem qualquer placa ou nome oficial, mas delimitado por duas importantes referências naturais: a pontinha de Nhô Fonse, num extremo, e a pontinha de Nha Teresa, noutro, com as nossas casas no espaço circundante.

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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