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Matilde, Valsa de despedida

Brito-Semedo, 29 Mar 18

 

Matilde - Capela.jpg

 Foto: Júlio Pedro Gomes

 

 

Homenagem aos Capitães bravenses das viagens para a América

 

 

A vocação marítima do bravense recua aos tempos da pesca da baleia, nos meados do século XVIII, com a tradição da construção naval e com a escola de pilotagem. Tudo terá começado com a passagem por Cabo Verde de barcos baleeiros recrutando homens para trabalhar na pesca da baleia.

 

Nos finais do século XVII, segundo António Carreira (1983), baleeiros americanos e de outras nacionalidades começaram a pesca de cetáceos nos mares dos Açores e das Ilhas de Cabo Verde. As relações com os insulares, entre os quais procuravam auxiliares para as tarefas da pesca, terão aberto aos cabo-verdianos as perspectivas de emigrar para os Estados Unidos.

 

De 1880 a 1889, uma vaga de naturais da ilha Brava seguiu nos navios de baleia e, a partir da última data, a emigração para os Estados Unidos atingiu as restantes ilhas, com grande entusiasmo e êxito.

 

O Museu da Baleia da cidade de New Bedford, Massachussetts, nos Estados Unidos, dá conta do envolvimento desses homens durante esse período da pesca da baleia.

 

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Naufrágio 1.jpg

 

Hoje, dia 9 de Março de 2018, completam-se 70 anos sobre a data em que, a pacatez da ilha do Sal, foi sacudida pela notícia do encalhe de um barco Dinamarquês, na costa Leste de Santa Maria. Tendo o acidente ocorrido durante a noite, a notícia correu célere logo de manhãzinha, pois o barco era visível da vila, despertando grande ansiedade na população que, por experiência, sabia que o encalhe de um barco era quase sempre sinónimo de móia, de fartura de produtos saídos na praia. 


De mais a mais, em 1948, ano do referido encalhe, a Ilha do Sal, à semelhança de todo Cabo Verde, enfrentava uma terrível crise, devido à seca e à falta de movimento nas salinas, obrigando grande parte da população a viver numa situação extremamente difícil.


Se as expectativas da população, geradas pela notícia do naufrágio, foram grandes, os benefícios que ela retirou do mesmo não foram menores. Damfjord correspondeu à expectativa de móia alimentada pela população, jorrando na praia diferentes tipos de produtos, quais sejam café, cacau, chocolate, óleo, etc., o que contribuiu para o alívio do sofrimento do povo do Sal.

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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