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Uma homenagem a João Manuel Varela, aquele que foi um dos mais ilustres cabo-verdianos e um dos seus maiores escritores e da literatura contemporânea em língua portuguesa.

 

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Não podendo oferecer uma rosa a cada cabo-verdiana, deixo a cada uma este meu texto com o qual brindo um Março de amor.

 

Fátima Bettencourt

 

 

 

Semeei na poeira árida do tempo para colher um poema ardente. O meu chão escalavrado foi fecundado pelo sémen de um amor eterno, sobrevivente de décadas de pó, guerras, utopias, revoluções, sonhos, ideais, hinos, bandeiras, cravos, espigas, ameaças atómicas, derrocadas, muros, cortinas, vulcões, maremotos, dilúvios, secas, fomes, desolação, dor e morte.

 

A terra prenhe me devolveu, embrulhado no poema, um arco-íris, um buquê de mal-me-queres, uvas di Chã di Mostero, passarinha di pena azul, néva detado na terra de Eugénio, ternura, mormaço, sol e maresia. Foi a festa! É a festa que partilho com as mulheres do meu país.

 

Manhã cedo saio à rua e no orvalho sereno das plantas reconheço uma força cósmica e me invade a certeza de que faço parte dela.

 

Manhã cedo, enquanto caminho pelas bermas, a vida me anima e me segreda madrigais.

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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