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Galo já cantâ na baía

Brito-Semedo, 12 Jan 18

 

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Homenagem a Salibânia, Cantadeira de Morna

 

 

“A baía abria-se, deserta de vapores, numa ampla linha semicircular. No recôncavo da Pontinha, protegidos pelo pequeno promontório do Fortim, os faluchos cruzavam nervosamente os mastros em todas as direcções, numa briga muda e colectiva de varapaus. Seus farolins pareciam saltitar dum bordo para outro, de mastro a mastro, como fogos de santelmo” – Manuel Lopes, Galo cantou na baía

 

Galo Cantou na Baía (1959), Prémio Fernão Mendes Pinto, é uma colectânea que reúne alguns dos melhores contos de Manuel Lopes (São Vicente, 1907 – 2005).

 

Publicado pela primeira vez na revista Claridade, em Agosto de 1936, com o título “Um galo que cantou na baía…”, é este o conto que abre a colectânea e lhe dá o título e que, na opinião de Russel Hamilton, marca o nascimento da moderna prosa narrativa de Cabo Verde.

 

Com as suas personagens de vigorosa personalidade, vivendo enredos de forte carga simbólica, relatados numa linguagem simultaneamente densa e subtil, estes contos de Manuel Lopes, seis no total, proporcionam ao leitor uma forte emoção.

  

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 Foto José Matos Alves

 

 

Antes de mais, dizer do prazer e da honra que é estar aqui a participar na apresentação do livro de Manuel Brito-Semedo, Esquina do Tempo.

 

Um prazer e honra redobrados por estar ao lado do professor Alberto Carvalho, um estudioso da literatura cabo-verdiana, que veio de longe, não tão longe assim, para estar connosco.

 

Cumprimentar a Dra. Lígia Pinto, Administradora da empresa que tutela o Jornal Expresso das Ilhas pela sua política de promoção do livro e da leitura, com a publicação de livros, em edições bonitas e a um preço simpático.

 

Finalmente dizer ao Brito-Semedo que apreciei muito que ele tivesse aceite a minha sugestão para ser eu a apresentar-lhe o livro. É que eu desconfiava que ele queria que fosse de novo a minha amiga Fátima Bettencourt a desempenhar a função de apresentadora, de modo que... o resto já sabem.

 

O Manuel já nos habituou a ver nele não só um senhor da investigação da história e da cultura cabo-verdianas, como um escritor de crónicas com uma narração coloquial onde o humor e o oportunismo crítico fazem parte das personagens e situações, bem no estilo do autor, mas também do povo destas ilhas. Ou, se quisermos, dos povos destas ilhas.

 

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