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Sendo nós originários das ilhas e vivendo em meios pequenos e, convenhamos, acanhados, onde a relação de parentesco é uma teia emaranhada, por vezes complexa, sem a possibilidade de anonimato e onde a vida e as estórias das pessoas e das famílias são praticamente do domínio público, os leitores são facilmente levados a identificar as narrativas e as personagens de qualquer obra literária, forçando-as e ou colando-as mesmo a pessoas concretas e a factos do seu conhecimento. Chamo a este tipo de personagens de “personagens vivas”, porque autênticas, podendo existir fora da obra e com elas tropeçar-se na rua, salvo seja.

 

 

Sobre meios pequenos, meios grandes, meios acanhados, recomendo dois belíssimos textos de Manuel Lopes – Os Meios Pequenos e a Cultura, Açores, 1951[1], e “Reflexões sobre a Literatura Cabo-verdiana ou A Literatura nos Meios Pequenos”, in Colóquios Cabo-verdianos, Lisboa, 1959[2].

 

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"Rosas em Agosto", de António Barbosa

Brito-Semedo, 30 Mar 17

 

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“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”

– Eclesiastes, Capítulo 3, versículo 1

 

 

Há coisas que estão escritas nas estrelas. Eu sempre acreditei que o Rev. António Barbosa Vasconcelos haveria de publicar um livro e também sabia que, no dia em que isso acontecesse, pela nossa relação de amizade de diazá na munde, do meu tempo de aluno da Escola Dominical, de empregado da Editora Nazarena, de estudante no Seminário Nazareno e do Pastorado, e pela afinidade intelectual, eu seria chamado para “botar discurso”. Dito e feito! Ai do Carlos Elias se não me tivesse convocado para a festa!

 

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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