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Luis Rendall

Brito-Semedo, 25 Mar 13

 

Nasceu em S. Vicente a 28 de Fevereiro de 1898, onde decorreu a sua infância e parte da sua vida como funcionário.

 

Aos 7 anos de idade aprendeu os acordes básicos com o único tocador de violão então existente em S. Vicente (diz-se), por sorte, seu vizinho, o qual ministrava as lições de forma muito original.

 

Luis Rendall é uma figura ímpar na cultura cabo-verdiana, na vertente da música, encontrando-se o seu nome no rol daqueles que Cabo Verde evoca com saudade, carinho e gratidão, pois efectivamente deu voz à alma crioula nas suas belíssimas mornas, na magia do seu violão e, principalmente, nos seus famosos solos. É aqui onde o magistral e inconfundível Luís Rendall incute a sua alma, tornando-se referência obrigatória no contexto cabo-verdiano, para gerações e gerações.

 

Faleceu a 4 de Dezembro de 1986, com 88 anos.

 

 

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Recordando Luis Rendall

Brito-Semedo, 18 Abr 11

 

 Luis Rendall

 

(S. Vicente, 26 de Fevereiro de 1898 – 4 de Dezembro de 1986)


É considerado "o pai do solo do violão cabo-verdiano". Diz-se que criou as mais belas composições da música instrumental cabo-verdiana que, infelizmente, não foram salvaguardadas, ficando poucas para a posteridade. Existem apenas dois LP's ("Cabo verde e seu compositor" e "Memorias de um violão"), três singles 45 rotações e cassetes gravadas pela rádio nacional. Há também trechos de um documentário sobre o mestre, produzido pela Radiotelevisão Portuguesa, guardados nos arquivos da Televisão de Cabo Verde.


Fora a música, foi guarda-fiscal, continuo do liceu e faroleiro na Boavista. Chegou a tocar na Banda Municipal de São Vicente.


Participou na Exposição Colonial, em Setembro de 1934 na cidade do Porto. Segundo notícias dos jornais da época, "O Século" e "Comércio do Porto", o dia de Cabo Verde na exposição foi marcado por uma tarde cultural em que Luís Rendall e seu grupo interpretaram temas de B. Léza e de Henrique Lopes Tavares.


Muito mais tarde voltaria a Portugal, numa inesquecível jornada, num conjunto em que faziam parte também Agostinho Fortes, Celso Estrela, Taninho Evora (violões) Djosinha, Titina, Mité Costa e Arlinda (cantores), tendo ali registado, pelo menos, um single de 45 rpm. (Fonte)

 

 

Solo de Luís Rendall

 

 

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