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Capitão dos mares, só na imaginação

Brito-Semedo, 26 Mai 17

 

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 Veleiro Carvalho

 

 

Sendo Cabo Verde um arquipélago no meio do Atlântico e na intercepção de dois mundos, os poetas tornaram-se marinheiros e navegaram nos rumos longínquos de todos os mares – Capitão dos mares /foi só na imaginação que o fui…/ […] / Era tudo mentira/ dos meus versos/ impossíveis/ da minha fantasia. Capitão dos mares!/ nem sabia navegação – e a temática do mar tornou-se uma obsessão e um fascínio.

 

Apresentamos hoje uma proposta de navegação pelos mares da nossa literatura como se de uma “viagem” pelas ilhas se tratasse, com portos de chegada e de partida.

 

Os portos serão as ilhas dos marcos da literatura, perfeitamente datados, em função das publicações usadas pelas diferentes gerações de escritores.

 

As razões desta viagem surgiram pela necessidade sentida, por um lado, de haver trabalhos de cariz didáctico que possam levar a desenvolver o gosto pelo estudo da literatura cabo-verdiana e, por outro, de proporcionar uma visão e uma leitura próximas da realidade social e sociolinguística das ilhas, conhecidas e vividas por alguém de dentro.

 

Soprando de barlavento, o vento é de feição… e o veleiro lá vai com o rumo traçado através da literatura.

 

E como é bom partir mesmo dentro da nossa fantasia!

 

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A Saudosa Escuna Maria Sony

Brito-Semedo, 15 Jun 13

 

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O Maria Sony, escuna de dois mastros, é um dos derradeiros barcos de pequeno porte da carreira de Cabo Verde. Encontramo-lo pela primeira vez em Setembro de 1959, em Fairhaven, frente a New Bedford, onde se encontrava a receber um motor de 200 cavalos. Procuravam os armadores fugir deste modo à sina dos veleiros de antanho, sujeitos aos caprichos do vento, e perpetuar uma tradição de navegação à vela, agora com auxílio de motor, que assim contornaria dificuldades meteorológicas imprevistas. Ideia romântica, afinal com os dias contados – que já eram bem outros.

 

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Maria Sony, Novembro de 1959

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