Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Tempe de Caniquinha

Brito-Semedo, 22 Jan 14

 

Pracinha.jpeg

Foto Largo da Pracinha da Igreja

 

 

Adriano.jpeg

- Adriano Miranda Lima, Portugal

 

Quando um município celebra a sua mais importante efeméride – o dia do seu nascimento – fá-lo sempre sob os auspícios de melhores tempos vindouros. A comemoração do dia 22 de Janeiro é o momento em que o povo de S. Vicente sai à rua, incorpora a procissão, e com a hagiografia do seu santo padroeiro acredita esconjurar os males deste mundo cruel e injusto, triste e sombrio. Mas no fundo da alma vai acesa a chama da esperança, ardendo em velas imaginárias portadas por mãos crédulas. Porque todos sabem que a cidade do Mindelo foi ungida ainda no berço pela graça de tempos novos que iriam alterar o estagnado panorama das nossas ilhas, e desde então S. Vicente e a sua cidade arvoraram o estandarte da mudança e brandiram o archote da exaltação da vida. O corpo e a alma souberam ser criativos na simbiótica expressão da alegria e do optimismo, quando o porto e o carvão garantiam trabalho a todos os braços e a panela fumegava em todos os lares, a ponto de o “Manê Jom” se dar ao luxo de “engordá gote na gemada”, como exprimiu Sérgio Frusoni na sua célebre morna “Tempe de Caniquinha” (1), divulgada pela voz portentosa do Bana com um título diferente.

 

Mas os enganos da política e os atropelos da história conjugam-se numa terrível ciclotimia para cortar a linha da fortuna, e o “Tempe de Caniquinha” invade ruas, praças, becos, adro de igreja, escarmentando a vida dos mais deserdados da sorte. É esse tempo de “caniquinha na mon” que a expressão poética de Frusoni elege, ipsis verbis, como epítome da pobreza e título da sua morna –“Tempe de Caniquinha”. É a mesma morna que o Bana canta e divulga com alguma deturpação da letra original, talvez devido a propósitos de arranjo final, consagrando-a assim com um outro título - “Um vez Soncent era sabe”- título este que, se provido de singeleza sonora de fácil apreensão popular, não integra, todavia, a síntese poética bem conseguida no título original, onde é unívoca a relação entre o signo e o significado.

 

A morna considerada um hino à ilha de S. Vicente é, pois, e tanto quanto sei, da autoria exclusiva de Sérgio Frusoni, letra e música, como conta Valdemar Pereira, um dos reiniciadores do teatro em S. Vicente. Ele refere-o precisamente no seu livro O Teatro é uma Paixão, A Vida é uma Emoção, que contém inclusivamente fotocópia do texto original da letra dactilografado com a máquina que o poeta utilizava no seu trabalho profissional na ITALCABLE. Valdemar Pereira fala do que sabe porque conviveu com ele e recebeu directamente das suas mãos textos para as representações cénicas que empreendeu no Castilho e depois no Eden Park, além de toda a empatia e adesão intelectual do saudoso vate.

 

Calha mesmo a propósito referir o facto de alguém ter dito, recentemente, no facebook, que essa morna é da autoria de Sérgio Frusoni e B. Leza, desconhecendo-se o fundamento da afirmação, que só o próprio poderá esclarecer convenientemente. A verdade é que este episódio suscitou muitas reacções, sobretudo entre a família Frusoni, tantas são as provas em contrário, alicerçadas no conhecimento directo dos factos. E entre as pessoas mais bem capacitadas para o desmentido está o filho do B. Leza, Vladimir Cruz, porque ele, sim, é certamente o mais insuspeito de todos. Ninguém ignora que B. Leza é grande demais para necessitar que se lhe atribua o que não é dele, e decerto que deve ter-se sentido desconfortável quando soube, lá onde estiver, da atribuída co-autoria.

 

Voltemos à comemoração do Dia do Município, no próximo dia 22 de Janeiro, que coincide com o dia da celebração de São Vicente, padroeiro da ilha. Não é preciso um olhar muito detido para se constatar que, infelizmente, o triste fadário do “Tempe de Caniquinha” é um fenómeno recorrente na nossa terra, e ei-lo de novo, hoje em dia, a assombrar sectores da população mindelense, os mesmos de sempre, marcados pelo estigma da pobreza. Marginalização política da ilha, erros de estratégia governamental, insuficiente dinamismo empresarial local, crise económica mundial, qual desses ardis mais nos trava a roda da fortuna? Não sei responder, mas faço votos por que a vontade e o engenho dos políticos se juntem às preces piedosas ao Senhor S. Vicente para afastar para longe a maldição do “Tempe de Caniquinha”.

 

Num breve parêntese, ouvi há tempos contar que Sérgio Frusoni, que também se dedicava à pintura, restaurou a imagem de S. Vicente e na sua base deixou a assinatura: S. Frusoni. Tal serviu para alimentar o anedotário típico mindelense, contando-se que algumas pessoas mais ingénuas olhavam para a imagem no altar na Igreja e supunham estar em presença de “São Frusoni”, isto é, um santo com esse nome. Há quem pense que o espírito de humor do autor do restauro lhe deu para deixar ao léu propositadamente essa ambiguidade, mas vá-se lá saber se foi ou não.

 

Sérgio Frusoni era um verdadeiro “fidje de Soncente”, tal como ele se define num dos seus poemas (“Presentaçon”), e nenhum como ele utilizou tão magistralmente o crioulo da sua ilha para celebrar artisticamente a alegria e a irreverência do seu povo ou chorar a dor das suas penas. A sua mundividência poética e existencial é uma incarnação perfeita da nossa alma sofrida, festiva e indómita, corajosa e criativa. Depositário inigualável de retalhos dessa alma, com a poesia de Frusoni revisitamo-nos para nunca esquecermos o que somos e jamais perdermos o significado sublime do que é ser mindelense.  

 

Por isso, não admira se alguém vir S. Frusoni na procissão de 22 de Janeiro, no meio do povo anónimo, atrás do padroeiro S. Vicente, em passada reverente e silenciosa pelas ruas do Mindelo. Se de argila ou carne e osso, pouco importará a áurea porque no nosso imaginário Sérgio Frusoni vive e viverá para sempre. Ou não fosse a alma do poeta tão imortal como a do santo.

________

(1) O termo canequinha refere-se ao recipiente em que os pobres recolhem as moedas das esmolas. Eu antes o confundia com “canecadinha”, rua a que se deu este nome, por supor serem a mesma coisa. Mas Valdemar Pereira explicou-me a diferença. “Canecadinha” é a pequena caneca de folha-de-flandres em que se bebia antigamente o grogue nos botequins.

 

Tomar, 16 de Janeiro de 2014

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

10 comentários

De Ludmilla Évora a 23.01.2014 às 08:52

As histórias da minha ilha/cidade do antigamente me fascinam.

De Fernando Frusoni a 23.01.2014 às 16:36

Obrigado pelas simpaticas palavras e pelo excelente texto.
Sem duvida que me referia aos tempos aureos de S.Vicente, tempo evocado e cantado pelo meu pai. E era por estar a viver num tempo menos bom que sentiu a necessidade de recordar um tempo passado, um tempo de " diasà ", " Tempe de caniquinha ".
Nao sei se nesta morna teve a necessidade de vestiir a tal " t-shirt " politica como aconteceu com outros trabalhos do meu pai para despistar a PIDE.
Vou a S.Vicente todos os anos e verifiquei que a situaçao nao esta boa e dai a actualidade da morna. Contudo, repito que " Tempe de caniquinha " significa mesmo "Tempe de diasà ", tempo aureo do nosso Mindelo, tempo que nos deixa apegados a S.Vicente.
Vamos todos lutar para que S.Vicente volte ao tempo, como diz o meu pai ao " Era tempe de Caniquinha ".
Obrigado mais uma vez. Foi um prazer este dialogo.
Um braça rije, Fernando Frusoni

De José F Lopes a 23.01.2014 às 10:07

Lindo texto alusivo ao dia de S. Vicente, neste dia do seu patrono o heróico e mártir Santo S. Vicente, descortinando a morna Temp de Caniquinha de S. Frusoni (será Santo Frusoni mindelense ah ah ah). Mindelo e S. Vicente estão sempre gravados na memória dos seus filhos, onde estiverem. Temos o Adriano um dos mais  ilustres filhos que a ilha produziu com a sua dourada pena fazer este magistral elogio à sua terra que bem merece. Que os votos que aqui se exprime realizem num futuro próximo para o bem de S. Vicente e de cabo verde.

De Valdemar Pereira a 23.01.2014 às 10:26

A descrição "adriana" é uma delicia e um convite a viagens feitas ou a (re)fazer. Pessoalmente revivo com um misto de alegria e de tristeza. Alegria por banhar-me em factos e tristeza por ter de partir numa altura em que bastava um pequeno gesto para que eu ficasse de pedra e cal por muito tempo. Com efeito, tinha espaço e amigos para um projecto (que deixei e persiste) mas faltava alguém que accionasse um pistão.
Obrigado, aos que se esforçam para nos proporcionar estas viagens.
Braça pertode para bocês tude

De Fernando Frusoni a 23.01.2014 às 12:53

O termo " Tempe de caniquinha " nesta morna significa tempos antigos em que havia fartura, " Ate gote Mane Jon ta ingorda na gemada ", os cicerones ganhavam muito e repartiam o dinheiro sentados na pracinha " M' ta parti gonhe assim ". A morna termina:
" Era tempe de caniquinha " epoca de passa sabe, epoca de sabura e nao " Hoje é tempe de caniquinha " como ja ouvi cantar. Portanto, nao tem nada a ver com andar com a canequinha na mao a pedir esmola. Talvez esta seja uma noçao mais moderna.
Fernando

De Adriano Miranda Lima a 23.01.2014 às 21:29

O comentário do Fernando responde a um outro meu que, por ter sido dirigido só a ele, não figura aqui. Mas para que se possa compreender o porquê do diálogo, insiro a minha intervenção:
"Fernando, nem eu nem ninguém pode ter a presunção de
interpretar o sentido do poema do teu pai melhor do que tu. Quando dizes
que
  "não era um tempo de pobreza em
que se andava de caneca na mão", deduzo que te queres referir aos tempos
áureos da ilha e do seu porto. Naquele tempo, sim, havia trabalho para todos e
ele até sobrava a ponto de migrarem pessoas das ilhas mais próximas para o
procurarem em S. Vicente. Esse tempo é o que o teu pai celebra e canta na sua
poesia. Mas não é por acaso que o evoca. É que a esse tempo viria a suceder
tempos diferentes em que a actividade portuária diminuiu consideravelmente e o
trabalho se foi. Foi o tempo das "bandeiras negras da fome", tempo em
que entrou em cena nho Ambrósio, capitão do povo. E, sem ponta de dúvida, foi
tempo de andar de caneca na mão, ou seja de mendicidade, para muita gente
desprotegida. Portanto, se o poema do teu pai exalta a antiga prosperidade da
ilha, só o faz como contraponto da sua posterior decadência, e é na focalização
do contraste que temos de extrair um recado político subliminar. É como se o
lirismo vestisse uma t-shirt política de cores discretas para poder passar despercebida
num tempo em que não havia liberdade. E isto enriquece sobremaneira o
significado do poema.



Não é por acaso que a minha crónica roça fundo esta questão.
É que na nossa ilha estamos a viver actualmente um tempe de caniquinha. Basta
ir até lá e ver com olhos de ver."

É claro, Fernando, que te reconheço o direito de discordar e ter uma interpretação diferente da intenção do poeta ao empregar o termo "caniquinha". Vê-se que o termo "caniquinha" é que está no cerne da dúvida. Para ti, e conforme a tua interpretação, "caniquinha" só pode ter o significado de tempos áureos. "Tempe de Caniquinha" seria então, na visão do poeta, tempo de abastança. Contudo, a menos que o teu pai tenha introduzido uma nova expressão na linguagem local, não se vê uma relação clara entre o significante e o significado. Ao passo que se entendermos "tempe de caniquinha" como significando tempo em que as pessoas andavam de canequinha na mão a pedir esmola, o sentido surge claro e directo. 

Além do mais, se pensares bem, só revestindo o último significado o poema ganha  relevância poética, na medida em que traduz, não apenas a exaltação de tempos de maior abastança, como também a denúncia de tempos de pobreza e dificuldades. Este é aliás o drama da nossa ilha, uma ilha que cresceu e se fez grande no contexto do território e que acabou por ser vítima das armadilhas da história. O teu pai teve essa percepção e exprimiu-a artisticamente. Não julgo que a intenção dele se tenha limitado à consagração festiva dos bons tempos, pois isso tiraria dimensão poética ao  texto, banalizando-o, ao fim e ao cabo. Homem sensível e com o coração sintonizado com as angústias e o sofrimento do seu povo, não acredito que tenha tido outro propósito que não o de denunciar, ainda que discretamente, as dificuldades que sobrevieram aos tempos de prospperidade.

Em todo o caso, toda esta dúvida só valoriza o poema. É que depois de divulgada, a obra deixa de pertencer ao criador para ser pertença de todos, no sentido de fruição e interpretação do conteúdo mensagístico que ela encerra. E a disparidade de interpretações só lhe testemunha valor como produção  literária.   A poesia verdadeira é isso mesmo.


De Brito-Semedo a 23.01.2014 às 23:54

Caros Amigos e frequentadores desta Esquina,
Gostei de ver toda essa "trupida" de gente numa grande movimentação, juntos por uma causa, a defesa da letra da morna "Tempe de Caniquinha", em memória do seu autor.
Fiquei feliz e muito grato pelo envolvimento de todos os que comentaram e, particularmente ao Fernando Frusoni e ao Adriano Miranda Lima pelos textos dos dois posts. Que a Nossa Senhora da Luz e o Senhor São Vicente vos abençoe a todos! Braça grande.

De Fernando Frusoni a 24.01.2014 às 16:29

Ola, Adriano
Este nosso debate levou-me a recordar uma poema do meu Pai: " Sanvcente ja caba na nada !..." Conheces o poema? Rele-o, por favor, no livro do Mesquitela Lima " A Poética de Sergio Frusoni " pp. 214 e sgts. E' um poema onde Sergio Frusoni mostra claramente os sinais evidentes da decadencia de S.Vicente.
Foi com base neste poema que o meu Pai escreveu a morna " Tempe de Caniquinha".
Dizes no teu texto: " Homem sensivel e com o coraçao sintonizado com as angustias e o sofrimento do seu povo ". Tens razao, ele era um verdadeiro filho de de S.Vicente e sofria com os problemas do povo sanvicentino. 
Segundo Luis Romano que esteve com ele em 1975, em LIsboa, para onde foi em busca de tratamento abraçaram-se e choraram. E, deitado na cama, Sergio Frusoni
 num desabafo desconsolado disse: " Pena q'im tem é de morré num terra stranger ! ".
Sergio Frusoni ao escrever a morna " Tempe de Caniquinha " evade-se do clima de problemas e relata entao uma epoca em que S.Vicente vivia na fartura.
Por outro lado, o meu irmao Franco ao cantar a morna pela primeira vez, no Conjunto Cenico Castilhano, num gesto de braço eloquente, como a saudar o passado termina afirmando: " Era tempe de Caniquinha ".
Obrigado, Adriano, por me teres transportado com " Tempe de Caniquinha " para estas recordaçoes tao caras para mim.
Um grande braça, 
Fernando

De César Isabel da Cruz a 03.12.2016 às 03:13



De há muito que me apoquenta ouvir empregar-se a expressão “tempe d’caniquinha” como significando há muito tempo, diazá. As pessoas têm do poema de Sérgio Frusoni a seguinte síntese interpretativa: “Um vez Soncente era sabe/Era na tempe de caniquinha”. Isso foge completamente ao espírito do poeta que faz através do poema uma veemente denúncia da situação em que vivia o povo, “na mei de miséria tcheu de fome/  tâ embarcá ta ba ‘mbora / sem um papel, sem um nome/ moda um lingada d’carvom”, por oposição aos tempos áureos em que “Atê góte de Manê Jon/ Tá ingordá na gemáda” e  “Ciçarône vida airada/ Ta nadába na dnhêr. Sérgio Frusoni remata o poema com um eloquente “Agora ê tempe de caniquinha”.

O Sr Adriano Miranda Lima praticamente me deixa sem argumentos para o texto que até já comecei a escrever, de tal forma me identifico com o que ele escreveu. Não poderia apresentar melhor argumentação para justificar a expressão “tempe de caniquinha”. Eu não vejo como não se pode concordar com ele. Falta verificar se os pedintes utilizavam a caniquinha de moto próprio ou se por imposição. Num ou noutro caso, não há que esquecer que os pedintes andariam sujos e andrajosos, em tempo de doenças como a lepra e havia que evitar qualquer risco de contacto físico. Se os beneméritos se sentissem ameaçados não haveria esmola. Nenhum pedinte quereria correr esse risco. Certamente que, mesmo na mei de miséria, tcheu de fome, não seria todo o povo a andar de caniquinha na mão. Sérgio Frusoni usa o termo “caniquinha” para caricaturar esse tempo de fome e miséria em que, “disanimado nha bida/ M jobi santa pam bai Santomé/ M toma boti m bai pa bordo/ M rumado moda saco/ Canto dia sem quebra djudjum/ Canto dia sem mata fomi / Na purom di barco ta bai (Codê di Dona). É esse tempo que a gente canta na galhofa “Um vez Soncent era sabe”?

Eu ainda vi gente a pedir esmola, de caniquinha na mão mas só à porta da igreja. Não esquecer que no tempo colonial, mendicidade e vadiagem eram crime.

Importa dizer que o poema “Tempe de caniquinha”, não será um original de Sérgio Frusoni mas antes, aquilo a que se chamaria em linguagem musical, um remix. Ele vai buscar versos de outros poemas seus para compor o poema (ver A poética de Sérgio Frusoni –uma leitura antropológica-por Mesquitela Lima). Quanto a mim, a versão mais correta do poema é a do livro de Mesquitela Lima e a que está no livro “História do Desenvolvimento Urbano de S. Vicente”.

Não vejo motivo para nenhuma confusão entre “caniquinha” e “canecadinha”.  A segunda deriva da primeira. Um prato dá uma pratada, um pratinho dá uma pratadinha; uma caneca dá uma canecada, uma caniquinha dá uma canecadinha. Dá-se a um menino uma pratadinha de batata com uma canecadinha de leite  e ele vai dormir feliz. Não se chama canecadinha a uma caniquinha mas são sinónimos, uma canecadinha de ou uma caniquinha de.

Espero que um dia, alguém com uma boa voz, algo parecido com o Bana, cante a música com a letra correta, em homenagem merecida de desagravo a Sérgio Frusoni.

 

Mindelo, 03/12/2016

César Isabel da Cruz

Comentar post

Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

Comunidade

  • Ariel

    Muito bom o livro! 

  • Anónimo

    Muito obrigada por nos presentear com estas inform...

  • Léo

    Olá, realmente esse ritmo é contagiante, fico me i...

Powered by