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Cabo Verde – De Ponto à Ponte

Brito-Semedo, 14 Jun 18

 

Monóculo antigo.jpg

À memória de Armando d’Isilda, Capitão de Maria Sony

 

Com o Falucho fundeado no porto, o marinheiro foi ver mundo pelo monóculo das ilhas.

  

 

Longe de sol dnha terra

ta rolâ na África

ta rolâ n’Iropa

ta rolâ na Merca

ta rolâ na mapa

ta rolâ na munde

 

Corsino Fortes, “Recode d’Umbertona”,

in Pão & Fonema, 1974

 

 

Sempre se disse que os dois recursos de Cabo Verde são a sua latitude e a sua longitude, pontos fixos, ou seja, a sua posição geográfica. Foi por isso que, ao longo da sua história, as ilhas foram tidas ora como ponto de apoio para as descobertas e ao comércio na costa, ora como ponto de referência, ora como ponte ligando as duas margens do atlântico.

 

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Falucho no Feminino

Brito-Semedo, 31 Mai 18

 

Senhor das Ilhas.jpg

Em memória do Armador Manuel António Martins, o Senhor das Ilhas

 

 

“As mulheres não casam com os homens, casam com os sonhos dos homens (…). As mulheres não têm tempo para sonhar (…) são uma encruzilhada de vidas e têm que se manter acordadas, atentas a todas essas vidas que passam em si” – Personagem Maria Josefa, in O Senhor das Ilhas, 1994, pg. 17

 

A vida do mar sempre foi para homens de barba rija e mãos grandes e calejadas.

 

As mulheres, que não enfrentavam o mar, viviam os seus efeitos – anseios, frustrações, perdas, amores e desamores… E sendo repositórios das memórias, registavam as estórias dos pais, dos maridos, dos filhos… preservando-as.

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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