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Capa-livro.jpgDescantes da Minha Ribeira é oratória, cântico e vivenciamento.

 

São duas as artes que identificam Kaká Barboza – a música, de que é exímio compositor e instrumentista, e a escrita, enquanto poeta e contista, uma na mão direita, outra na mão esquerda – onde explora a sonoridade e as técnicas de compor e de contar. Neste caso, a arte é um cantar só.

 

Combino o verbo regular da primeira conjugação “descantar” de onde deriva o substantivo/nome do livro [e viva a gramática tradicional de José Maria Relvas e de Tomás de Barros por onde estudamos!]: Eu descanto, tu descantas, ele [Kaká Barboza] descanta…

 

Kaká Barboza é um “descantador”, uma pessoa que descanta, ou seja, alguém que canta ao som de instrumentos musicais – mas que também canta no silêncio da escrita – as estórias e os contos da sua vivência, as suas memórias, a sua ribeira. Daí essas estórias e contos, melhor dizendo, esses “contares”, serem celebrações alegres e festivas, muito embora em notas e tons de crítica.

 

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Oficializar o crioulo? Porquê a pressa

Brito-Semedo, 21 Fev 19

 

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Para assinalar o Dia Internacional da Língua Materna, o Esquina faz a reedição na íntegra de um texto de Humberto Cardoso, publicado pelo Jornal A Semana de 10 de Abril de 2009.

 

 

A questão de oficializar ou não o crioulo ganhou uma outra dinâmica com a apresentação do projecto de revisão constitucional, apresentado por um grupo de deputados do PAICV. Anteriormente a questão, ciclicamente, recebia impulsos políticos de diferentes quadrantes. Momentos houve, no passado recente em que Ministros, Primeiro-Ministro e o próprio Presidente da República se desdobraram em declarações, pontuadas por elementos de retórica nacionalista, clamando pela sua oficialização.

 

A pressão pela oficialização do crioulo tem um conteúdo essencialmente ideológico.

 

No projecto de revisão constitucional, o PAICV quer “dignificar” o crioulo face ao português. Assim propõe que o nº 1 do artigo 9º da Constituição passe a ter o seguinte texto: 1. São línguas oficiais da República o Cabo-verdiano, língua materna, e o Português. Com isso pretende retirar o crioulo de algum suposto estatuto inferior e finalmente libertá-lo da opressão da língua portuguesa. O facto porém é que, em Cabo Verde, diferentemente de outros países onde se procura oficializar línguas maternas, não há discriminação do crioulo.

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