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É ponto assente que até 1975 Cabo Verde era uma província ultramarina de Portugal, com uma polícia de segurança pública e uma pequena guarnição militar que incluíam, tanto uma como outra, portugueses metropolitanos e cabo-verdianos.

 

O que não se compreende é que as instituições como a Polícia Nacional e as Forças Armadas celebrem como marcos fundacionais datas muito antes de Cabo Verde ser Estado independente, respectivamente, 1870 e 1967.

 

Na verdade, as Forças Armadas e a Polícia Nacional só poderiam ser formal e juridicamente criadas quando o país se tornou independente em 1975.

 

É igualmente questionável a celebração que se está a realizar para assinalar os 200 anos da Amizade entre Cabo Verde e Estados Unidos da América (1818-2018) tomando como referência a data do estabelecimento de um consulado dos EUA na então vila da Praia.

 

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Primeiro Escritor Cabo-verdiano

Brito-Semedo, 10 Jan 19

 

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“Estou a vê-lo, bem presente, tez alourada, cabelo castanho claro e anelado, olhos da côr de certos topázios, tristes e vagos, a inseparável luneta, o chapéu de côco e o também inseparável fraque, a bengala de cerejeira e as botas fortes...”

 

– José Lopes, "Guilherme Dantas", in Vida Contemporânea, Junho.1935

 

 

Guilherme da Cunha Dantas pode ser considerado o primeiro escritor cabo-verdiano. O facto de ter nascido e morado quase toda a vida em Cabo Verde (Brava, 1849 – Santiago, 1888), o período de produção literária, a quantidade, qualidade e diversidade da sua obra, que trazem como referência a sociedade e a cultura do arquipélago, são factores que assim o atestam (na época, no sentido regional).

 

É interessante mencionar dois autores mais antigos, mas que não se enquadram efectivamente na definição escritor(a) cabo-verdiano(a): Antónia Gertrudes Pusich (São Nicolau, 1806 – Lisboa, 1883), não apresenta as mesmas características de Guilherme Dantas. Embora nascida em Cabo Verde, cedo foi viver para Portugal tendo-se integrado na vida literária e social da metrópole, não fazendo das ilhas tema da sua obra; e José Evaristo d’Almeida (Portugal, sec.XIX – Guiné-Bissau, séc.XX), autor do romance de temática cabo-verdiana O Escravo, publicado em Lisboa em 1856, que viveu apenas alguns anos em Cabo Verde e a obra restringe-se a esse romance e mais dois poemas onde o arquipélago está presente.

 

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