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Entre a realidade e o onírico a liberdade de clamar, inventar…
 
Igual a um contador de histórias, que inventa princesas, dragões, monstros, desenho e pinto, “animais estranhos, homens e mulheres”, em superfícies planas, coloridas (nada é real numa tela), estes impulsos habitantes do meu íntimo, que intitulo de mitologia pessoal.

 

Tudo é reinvenção de outras reinvenções. Disse o poeta Jorge Luís Borges: “Nada é novo neste Mundo, tudo é esquecimento!” …

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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