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Mindelo, a Cidade das Mulheres

Brito-Semedo, 25 Fev 15

 

Nhô Roque 1.png

Foto Arquivo Fátima Gonçalves

 

 

O determinismo do séc. XIX veicula-se na literatura da segunda metade do século com o Realismo-Naturalista, de que são figuras máximas os escritores Flaubert e Émile Zola, na França, Charles Dickens, na Inglaterra, Tolstoi, na Rússia, Antero de Quental, em Portugal, escritores esses que terão exercido maior ou menor influência sobre António Aurélio Gonçalves[1].

 

A filosofia determinista tende a acentuar a ideia da inevitabilidade de um acontecimento, enquanto o homem se sente subjugado por forças estranhas, que limitam e suprimem a sua aparente liberdade.

 

É devido ao determinismo que se diz que Xandinha estava a cumprir um destino ou é o próprio Cristiano a queixar-se da sua sorte:

 

“Eu era daqueles que dão volta ao mundo e regressam com as mãos vazias. Saciei-me de ver outros passar-me à frente, ajuntar cabedais, conquistar o seu quinhão de felicidade, mas eu?... Tinha nascido para ser explorado pela cadeia da vida”.

 

Bitinha, uma das “virgens loucas”, justifica-se: “Quando eu sinto o Lombo a chamar-me, lá [em casa da mãe] é que vou acabar o meu dia […]. Mamã não quer compreender que cada um vem a este mundo com um destino”.

 

 

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"Noite de Vento", Mindelo Literário

Brito-Semedo, 24 Fev 15

 

Noite de Mindelo.jpeg

Morada, Rua de Lisboa, Mindelo. Foto de "Ratrote", Hélder Doca, Abril.2013

 

 

Há cerca de 60 anos nascia Pródiga, a primeira novela de António Aurélio Gonçalves (Mindelo, 1901 - 1984), lançada na Noite de Vento, juntamente com as outras oito irmãs, a seguir à morte do autor, em 1985, por Arnaldo França.

 

Passados trinta anos sobre a organização das novelas de António Aurélio Gonçalves num único volume sob o título Noite de Vento, por sinal, esgotado há muito, o Esquina do Tempo saúda a criação da Cátedra António Aurélio Gonçalves de Estudos Cabo-verdianos, pela Universidade do Mindelo, por ocasião da abertura do seu ano académico, ao mesmo tempo que homenageia o homem e o escritor e assinala este importante marco da literartura cabo-verdiana.

 

Fica um apelo aos mindelenses: que se apropriem da obra deste grande escritor que melhor soube interpretar a alma das gentes da sua cidade, dando-lhe um estatuto literário.

 

 

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