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Escolas Praia.jpg

Escolas da cidade da Praia, Edifício construído em 1877

 

 

Por longo tempo, desde a descoberta do Arquipélago até 1817, não se encontra vestígio na legislação da Província que indique a mais insignificante medida promulgada a favor da sua Instrução Pública. De facto, a instrução ministrada era privada, quase exclusivamente clerical.

 

A Igreja, que era quem se ocupava da instrução nas Ilhas, sofreu, em 1759, um profundo golpe com a extinção da Companhia de Jesus. Após a determinação da expulsão dos Jesuítas, o Marquês de Pombal promoveu uma reforma na tentativa de substituir o ensino ministrado por aquela ordem religiosa. Em Cabo Verde tal reforma ficou em meras intenções ou iniciativas isoladas em abrir escolas régias.

 

Em 1811, as escolas régias autorizadas permaneciam apenas no papel, o que terá provocado um severo reparo da Corte do Rio de Janeiro, que ordenava ao Governador e ao Bispo que levassem por diante, com celeridade, a criação de escolas públicas, tornando a escolaridade obrigatória a partir dos sete anos de idade. Só que o Orçamento da Província não suportava tamanha despesa.

 

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