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“Nha Claridade só gostava dos filhos-machos. Não queria saber das filhas-fêmeas” – Orlanda Amarílis

 

 

Orlanda Amarilis, única menina entre os rapazes da Academia Cultivar, iniciou a sua carreira literária começando por colaborar na Fôlha da Academia Certeza no seu primeiro número, saído em Março de 1944.

 

Orlanda Amarilis Lopes Rodrigues Fernandes Ferreira (Santa Catarina, 08.Outubro.1924 – Lisboa, 01.Fev.2014) pertence a uma família de grandes figuras literárias. Era filha de Alice Lopes [da Silva] Fernandes e de Armando Napoleão Fernandes, autor do primeiro dicionário de língua crioula-portuguesa, O Dialecto Crioulo – Léxico do Dialecto Crioulo do Arquipélago de Cabo Verde, e da Gramática do Crioulo de Cabo Verde (obra incompleta e ainda inédita). Amarilis era igualmente sobrinha de José Lopes da Silva e prima de António Aurélio Gonçalves e de Baltasar Lopes da Silva. Foi casada com o escritor Manuel Ferreira.

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Certreza 1.jpegHomenagem a Arnaldo França, co-fundador e guardião da memória da Certeza

 

 

Ao longe

Na distância da manhã por vir,

Na indecisão das camuflagens

E do rumor da guerra,

Há agonias esbatidas no negro-fumo

Da pólvora,

Dos homens que se batem.

Áquem, é a luta na retaguarda!

 

...................................................

 

Há a guerra dos nervos destrambelhados:

A guerra que ficou em nós

Das notícias de guerra!

E há noites incalmas

de almas

que escrevem poemas

aos poemas dos nossos nervos em guerra.

 

...................................................

 

– Guilherme Rocheteau, “Panorama”

in Certeza n.º 1, Março.1944

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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