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Cabo Verde e a literatura-mundo

Brito-Semedo, 28 Jun 18

 

Literatura-mundo.jpeg

 

À memória de Augusto Brito Lima, Gust d'ti Pól, Capitão do Bita

 

 

Perspectivar a literatura-mundo a partir de um ponto de observação, o Falucho, é inevitavelmente compreender que é impossível falar da literatura cabo-verdiana sem reconhecer as suas ligações umbilicais a outros espaços e latitudes geográficas e a outras literaturas.

 

 

As manifestações literárias das ilhas constituem, a nosso ver, uma metáfora do corpo humano:

 

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Cabo Verde – De Ponto à Ponte

Brito-Semedo, 14 Jun 18

 

Monóculo antigo.jpg

À memória de Armando d’Isilda, Capitão de Maria Sony

 

Com o Falucho fundeado no porto, o marinheiro foi ver mundo pelo monóculo das ilhas.

  

 

Longe de sol dnha terra

ta rolâ na África

ta rolâ n’Iropa

ta rolâ na Merca

ta rolâ na mapa

ta rolâ na munde

 

Corsino Fortes, “Recode d’Umbertona”,

in Pão & Fonema, 1974

 

 

Sempre se disse que os dois recursos de Cabo Verde são a sua latitude e a sua longitude, pontos fixos, ou seja, a sua posição geográfica. Foi por isso que, ao longo da sua história, as ilhas foram tidas ora como ponto de apoio para as descobertas e ao comércio na costa, ora como ponto de referência, ora como ponte ligando as duas margens do atlântico.

 

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