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Recordando Orlanda Amarilis

Brito-Semedo, 16 Mar 19

 

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Foto de Orlanda Amarílis, datada do Verão de 1993, feita em Vales, Algarve.

 

No verso dessa foto, ela lamenta-se pela morte do marido:

 

"Ainda não acabara o luto exterior [ele morrera recentemente, em 1992] e no meu coração só irá prevalecer o sentimento de perda absoluta do meu Manila, meu companheiro, o melhor amigo da minha vida, o meu marido até à morte. Nada vai ser como dantes. As nossas férias no Algarve, o nosso dia a dia, sempre juntos. Não tenho com quem desabafar, a minha solidão acompanha-me e sinto que o meu luto interior irá acompanhar-me até ao fim da minha vida. Nesta casa tivemos muitos momentos de alegria ocasionados por pequenos factos do nosso dia a dia. Nada mais vai acontecer. Permanece a saudade, só a saudade."

 

Fonte: Joaquim Saial

 

 

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“Nha Claridade só gostava dos filhos-machos. Não queria saber das filhas-fêmeas” – Orlanda Amarílis

 

 

Orlanda Amarilis, única menina entre os rapazes da Academia Cultivar, iniciou a sua carreira literária começando por colaborar na Fôlha da Academia Certeza no seu primeiro número, saído em Março de 1944.

 

Orlanda Amarilis Lopes Rodrigues Fernandes Ferreira (Santa Catarina, 08.Outubro.1924 – Lisboa, 01.Fev.2014) pertence a uma família de grandes figuras literárias. Era filha de Alice Lopes [da Silva] Fernandes e de Armando Napoleão Fernandes, autor do primeiro dicionário de língua crioula-portuguesa, O Dialecto Crioulo – Léxico do Dialecto Crioulo do Arquipélago de Cabo Verde, e da Gramática do Crioulo de Cabo Verde (obra incompleta e ainda inédita). Amarilis era igualmente sobrinha de José Lopes da Silva e prima de António Aurélio Gonçalves e de Baltasar Lopes da Silva. Foi casada com o escritor Manuel Ferreira.

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