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 Foto Rosa de Porcelana Editora

 

 

Quando criança, e jogávamos à bola, era tudo muito básico e as regras simples e práticas.

 

A começar, a bola era feita de bexiga de tchuque (porco) ou de meia enchida com trapos. Só muito depois é que chegaram as bolas de borracha e, posteriormente, as de cauchut (couro), mas essas já não são do meu tempo, mas do tempo dos meus filhos, se bem que nunca lhes tenha oferecido uma bola e já, já, poderão deduzir o porquê disso.

 

A constituição das equipas de futebol era de escolha baseada na habilidade ou no mérito de cada um. Dois adversários, normalmente os mais velhos, escolhiam os seus elementos na base de ora sou eu, ora és tu, dos melhores para os mais lofas, os menos bons, assim sucessivamente, até terminar, formando “DÔS” equipas. Eu, coitado, que era dos piores, ficava sempre para o fim, ou sobrava quando os “jogadores” disponíveis eram em número ímpar.

 

As regras, essas, eram as mais elementares e de acordo tácito. Eram “cinco trocada, dez acabada”, ou seja, quando uma equipa metia cinco golos trocava de baliza e de campo. O jogo incluía rasteiras, ponta pés na canela e fazer rabiquice, malandrice. O jogo acabava quando uma das equipas metia dez golos. Prático, né?!

 

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 Foto José Matos Alves

 

 

Antes de mais, dizer do prazer e da honra que é estar aqui a participar na apresentação do livro de Manuel Brito-Semedo, Esquina do Tempo.

 

Um prazer e honra redobrados por estar ao lado do professor Alberto Carvalho, um estudioso da literatura cabo-verdiana, que veio de longe, não tão longe assim, para estar connosco.

 

Cumprimentar a Dra. Lígia Pinto, Administradora da empresa que tutela o Jornal Expresso das Ilhas pela sua política de promoção do livro e da leitura, com a publicação de livros, em edições bonitas e a um preço simpático.

 

Finalmente dizer ao Brito-Semedo que apreciei muito que ele tivesse aceite a minha sugestão para ser eu a apresentar-lhe o livro. É que eu desconfiava que ele queria que fosse de novo a minha amiga Fátima Bettencourt a desempenhar a função de apresentadora, de modo que... o resto já sabem.

 

O Manuel já nos habituou a ver nele não só um senhor da investigação da história e da cultura cabo-verdianas, como um escritor de crónicas com uma narração coloquial onde o humor e o oportunismo crítico fazem parte das personagens e situações, bem no estilo do autor, mas também do povo destas ilhas. Ou, se quisermos, dos povos destas ilhas.

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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