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Legenda (esq. para dir.): Senhora de Osvaldo Custódio, o Poeta homenageado, Presidente da República, Presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras e Professor Brito-Semedo

 

 

Coube-me a grande honra, que foi simultaneamente um enorme prazer, proferir o elogio do homenageado, o Poeta Oswaldo Osório, considerado um “caboverdiamadamente construtor da palavra”.

 

(Dis)corri sobre os nomes do homenageado – o atribuído e de registo civil e o pseudónimo poético adoptado, que acabou por se sobrepor ao nome verdadeiro – na relação com a sua obra literária. Assim, (i) Osvaldo Alcântara Custódio, Fadado para ser Poeta; (ii) Oswaldo Osório, Sailor em mares de papel; (iii) Oswaldo Osório, Poeta diferente entre os pares; (iv) Oswaldo Osório, Poeta da luz interior.

 

1. Osvaldo Alcântara, Fadado para ser Poeta

 

Mindelo, Nome atribuído e registado a 25 de Novembro de 1937.

 

Porque gostava da poesia de Osvaldo Alcântara, o pai, Joaquim Custódio, aluno de Baltasar Lopes (São Nicolau, 1907 – 1989), deu-lhe esse nome. O destino viria a pregar-lhe a ele, ao seu professor e ao filho uma grande surpresa. Longe estava o pai de saber que este viria a ser poeta e que lhe criara dessa sorte um problema, porque havendo já um poeta com tal nome, este seria levado a usar um pseudónimo.

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Neto homenageia o Poeta Oswaldo Osório

Brito-Semedo, 16 Jul 16

 

Homenagem OO - 5.jpg

Legenda (esq. para dir.): Edson Custódio (púlpito), Senhora de Osvaldo Custódio, o Poeta homenageado, Presidente da República, Presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras e Professor Brito-Semedo

 

 

É sempre difícil estar com tantos rostos apontados para mim. Normalmente, e o Vôvô Osvaldo sabe disso, fujo que nem gato de água. Desta feita foi diferente. Aceitei de pronto, apesar do frio na barriga e do aceitá se bo kizer, dito pelo Vôvô Osvaldo para me deixar à vontade.


A minha relação com o Vôvô Osvaldo começou antes de o conhecer pessoalmente, afinal a sua progenitora, a nossa querida Gú, minha bisavó, foi quem me criou. Ou seja, partilhamos a mesma "mãe do coração". Ouvi desde sedo histórias do Vôvô Osvaldo e enxergava-o distante quase num altar. O tal filho único da minha bisa e que vivia na "longínqua" Praia, que era escritor, poeta, grande homem e que por ele a Gú havia organizado peregrinações para a capela do mato inglês para pedir protecção ao filho, sempre que ele fosse preso.


O primeiro contacto que me recordo do meu avó, não me lembro em que idade, mas ainda frequentava o ensino primário, fez-me ver que o Vôvô Osvaldo que imaginava era realmente grande. Sempre tímido não me atrevia a muitos contactos. Só observava. Nem atrevi a mostrar os versos que escrevera por incentivo da minha bisa mas, sem muito jeito para a coisa, acabei por depositar os papéis dentro da fruteira da sala de jantar.


O tempo e seus ventos fizeram-me mudar para a Praia. Continuei a observar e a ouvir histórias do Vôvô Osvaldo, mas agora narradas pelos filhos. Um menú de feitos heróicos e/ou engraçados . Até então, ver para o vôvô-poeta não me deixava enxergar o vôvô-vôvô.

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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