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Bem conchê ess terra morena

Ondê que cada criola é um serena

Bem, nos céu tambê é de anil

Êss nos terra pequinina

É um padacinho de Brasil

 

Brasil, que nos tud tem na peito

Brasil, que no ta sinti na sangue

Brasil, bô é nos irmão

Sim cma nos bô é morena

Brasil no creb txeu

No creb txeu de coração

 

Vento que ta bêm d'Sul

Ta trazê na sês cantos cenas de Brasil

Se no ca ta bai no ca ta dxa

Brasil bo é nos sonho

Bo é nos céu azul.

 

– B.Léza

 

  

 

Num artigo publicado no Jornal "A Nação", de Junho de 2018, Vicente Nobre conta que a morna “Brasil” foi composta por B.Léza a pedido e sugestão do seu grande amigo e antigo companheiro de carteira do Liceu Infante D. Henrique, Dr. Júlio Monteiro, na altura Administrador do Concelho, em homenagem ao Professor Doutor Gilberto Freyre, autor do celebrado Casa Grande & Sanzala (1933), então de visita a Cabo Verde, de que viria a resultar o livro Aventura e rotina (1953) e a réplica de Baltasar Lopes, Cabo Verde visto por Gilberto Freyre (1956).

 

Vicente Nobre lembra que B.Léza, aliás, Francisco Xavier da Cruz (São Vicente, 03.12.1905 – 14.06.1958), costumava contar que quando foi ao Palácio onde Gilberto Freyre estava instalado apresentar e executar essa morna, o professor deu-lhe um beijo na testa, ao mesmo tempo que lhe dizia que a referida morna, para ele, Gilberto Freire, passaria a ter tanto valor como a Comenda “Cruzeiro do Sul”, de que ele era detentor.

 

Manuel Brito-Semedo

 

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