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Morna: Alma de um Povo

Brito-Semedo, 13 Nov 19

 

Volume 3 – Morna Música Cosmopolita (II)_.jpg

 

A colecção Morna: Música Rainha de nôs terra (coleção de 5 livros + CD) começa a ser distribuída em Cabo Verde pelo jornal Expresso das Ilhas a partir do dia 27 de Novembro e, em Portugal, pelo jornal Público a partir de 29 de Novembro, durante cinco semanas.

 

 

Morna,

Nhas raís ta fincóde, na bô seiva

M’ criá, debóche di ternura de bôs verse

Durmi embalado na bô melodia.

 

Cu bô, um ta falá cu tudo mundo

Sem bô, mi e um moribundo sem ar,

Bô ê menságem,

Pa tude cretchêu, na terra longe,

Bô ê mensagem,

Pa tude cristôn caboverdeane.

 

Ami ê feliz cum dá nêss tchôm,

Onde q’ riqueza e força d’ mon

Ami ê feliz cum dá nêss tchôm,

Ondê que tude hôme, divia ser irmon.

 

Nhelas Spencer, "Torrão di meu"

 

Propõe-se, com esta colecção, fazer o percurso histórico da Morna seguindo uma linha cronológica em cinco volumes – número igual ao das letras da palavra Morna ou dos dedos do seu executante no violão – desembocando na actualidade, como forma de obter um produto (texto, imagem e som) que dê conta da história desse género musical, que em muito se confunde com a história e o percurso do povo que o criou.

 

Tudo indica que a Morna terá nascido na ilha da Boa Vista, vindo a tornar-se romântica na ilha Brava com Eugénio Tavares (conteúdo do Volume I – Morna: Alma de um Povo), aperfeiçoando-se e evoluindo-se na ilha de São Vicente, sobretudo com o compositor B.Léza (conteúdo do Volume II – Morna: Música Cosmopolita I).

 

A partir da ilha de São Vicente e da cidade da Praia, Ilha de Santiago, a Morna abre-se para o mundo, destacando-se os trovadores Manuel de Novas e Anu Nobu (conteúdo do Volume III – Morna: Música Cosmopolita II).

 

Nesse processo, salientam-se alguns compositores, intérpretes, com destaque para Bana, Cesária Évora e Ildo Lobo, instrumentistas e conjuntos musicais intemporais (conteúdo do Volume IV – Morna: Compositores, Intérpretes, Instrumentistas e Conjuntos Musicais Intemporais).

 

Nos anos de 1980/1990 surge o que se pode considerar uma “nova morna” (conteúdo do Volume V – Morna Nova), destacando-se os compositores Antero Simas, Nhelas Spencer e Betú.

 

Nesta retrospectiva histórico-musical, procura-se demonstrar que Cabo Verde é uma “Ilha d’ melodia”, mas que quer ser grande no mundo lá fora com a sua música, conforme expressou Kiddye Bonz [Dereik Hernany Gomes Neves] (Mindelo, 1990 –), um compositor e rapper da novíssima geração: N cré nha som na munde não só nes dez ilha

 

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